Opinião
Tempo de avan�os - Editorial
Alagoas não pode continuar aparecendo nos meios de comunicação de maneira negativa em conseqüência de uma sucessão de fatos negativos, principalmente na área social. Como os casos de violação aos direitos das crianças e adolescentes. Somente em 2007, foram mais de 40 mil dessas ocorrências lastimáveis e assustadoras registradas no Estado, conforme mostramos, em amplos espaços, na edição da última quarta-feira. E de acordo com as declarações do presidente do Fórum Estadual de Conselhos Tutelares, Edmilson de Souza, a esta Gazeta, tais ocorrências vão de maus-tratos e espancamentos à negativa de assistência à saúde e tendem a crescer este ano. É impossível acreditar que o quadro pode ser modificado e em pouco tempo teremos motivos para comemorarmos uma redução significativa nas estatísticas referentes a essa área, quando municípios do porte de Maceió, com cerca de um milhão de habitantes e ainda com uma quantidade estimada de 70 mil crianças em idade escolar fora da sala de aula, não tem ainda um levantamento confiável sobre a situação social e econômica da população infanto-juvenil. Problema que também mostramos, no mesmo dia em que apresentamos os números mais recentes da desatenção, das irresponsabilidades, em relação às nossas crianças e jovens. Não há como ligar à falta de recursos financeiros esta realidade assustadora e vergonhosa. O dinheiro, por exemplo, da compra de votos, da prática dos atos de corrupção, como os que têm sido o tema principal dos protestos, das revoltas e condenações do povo alagoano contra um grupo de deputados estaduais acusado de desviarem mais de R$ 250 milhões em cinco anos, seria suficiente para a execução de uma considerável quantidade de ações em benefício dos segmentos mais necessitados da população. Principalmente, dos meninos, das meninas e dos jovens.