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Dinheiro na m�o � vendaval

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| MARCOS DAVI MELO * Paulinho da Viola afirma que ?dinheiro na mão é vendaval, é vendaval?. Principalmente, Paulinho, se é dinheiro público, quando a turma continua agindo como se não tivesse nem dono, nem limite para o desperdício. Resumidamente, seguem abaixo alguns dos exemplos mais recentes. Em Minas, uma operação da PF prendeu diversas autoridades, entre elas, mais de 20 prefeitos, procuradores municipais e até um juiz federal. Entre os prefeitos, o de Juiz de Fora, município cosmopolita, vizinho do Rio, tão perto que a torcida não perde um clássico Vasco x Flamengo no Maracanã. Foram mais de 200 milhões de reais desviados. Em Brasília, a ocupação da UNB por estudantes é face salutar da moeda do desperdício mais do que abusivo de recursos públicos perpetrada cinicamente pelo reitor, o sarará Timothy Mulholland. O Ministério Público investiga a Fundação de Apoio às Pesquisas da UNB (e por que não de outras?), fonte repassadora de volumosos recursos, que deveriam ser empregados em pesquisas e foram investidos para suprir vaidades do reitor. A ocupação da reitoria é saudável do ponto de vista do alerta da sociedade à embromação, ao engodo que provavelmente não está restrito àquela universidade. Em Brasília, ainda e infelizmente, os sindicalistas comemoraram opiparamente a manutenção da contribuição sindical obrigatória e, principalmente, comemoraram com muita champanhe, uísque escocês e canapés a impossibilidade do TCU fiscalizar os um R$ 1,2 bilhão arrecadados anualmente pelas diversas centrais sindicais. Lula, egresso daí, onde ainda exerce influência considerável, cuja atuação poderia ser decisiva para sanar esta mazela, preferiu coonestar com estes desmazelos e manter os velhos aliados satisfeitos ? que eles podem ser muito úteis na frente. Também com fome e sede pantagruélicas, os deputados federais estão aumentando as verbas de gabinete. Como catalisador comum a todos estes deploráveis episódios está o atávico e inexorável desprezo pelo melhor aproveitamento dos recursos públicos. Lamentavelmente, tanto os homens eleitos pelo povo, como prefeitos e parlamentares, quanto os homens eleitos pela academia, como o reitor da UNB, fazem com os recursos públicos o que nunca fariam com o seu próprio dinheiro. Este é um mal disseminado pelo País, para o qual a vigilância e a atuação da PF tem sido exemplar, mas não suficientemente ampla diante do tamanho do desafio. Daí, a redução do tamanho do Estado permanece como uma alternativa das mais imperiosas e indispensáveis. (*) É médico e professor da Uncisal.

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