Opinião
Educa��o - Editorial
Informamos, na edição de domingo último, que dois consultores do Ministério da Educação já estão em Alagoas realizando um trabalho com a Secretaria de Educação do Estado com vistas à elaboração de projetos para a melhoria da qualidade do ensino e o aperfeiçoamento da gestão dos recursos federais. A julgar pelos problemas pendentes de solução na rede de ensino desde a periferia da capital à menor localidade existente do interior do Estado, e os números dos levantamentos mais recentes relacionados ao setor, a empreitada não será das mais fáceis nem pode ter a sua conclusão adiada. Essa é, sem dúvida alguma, uma das parcerias sempre valiosas e oportunas entre os governos federal e estadual. Diante dos desafios que devem ser enfrentados, depois de devidamente analisados e fundamentados em estatísticas mais verdadeiras possíveis em relação aos pontos essenciais, desde os mais prioritários às ações complementares. A começar da construção de um diagnóstico do setor que, nos últimos anos, passou a ser apresentado até com dados positivos falhos em relação à realidade. Pelo que declarou a secretária Márcia Valéria, recém-empossada no comando do principal órgão responsável pela execução das políticas púbicas na área educacional no Estado, a secretaria não dispõe de um controle efetivo da carência de professores na própria rede estadual. E admite como um dos maiores desafios a melhoria do ensino nas séries iniciais, pois temos criança nas escolas do Estado que chegam ao quarto ano do ensino fundamental analfabetas. Esses e outros detalhes nessa área, cuja prestação de serviços com qualidade é fundamental, não podem deixar de ser notados e provocar medidas amplas, imediatas e sérias das instituições responsáveis pelos destinos das populações, pelo presente e pelo futuro de gerações, das cidades, dos Estados e dos países.