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(Des)emprego - Editorial

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Oito dos 26 Estados brasileiros tiveram geração negativa de emprego (saldo entre contratações e demissões) nos três primeiros meses do ano. Um deles é Alagoas. O que não constitui surpresa. Justamente quando a quantidade de novos empregados no Brasil é considerada a maior em 16 anos. De acordo com os números do Cadastro de Empregados e Desempregados (Caged), somente em março deste ano foram criados 206.556 empregos com carteira assinada no País, superando em 41% o recorde anterior, registrado em março do ano passado. Durante o último trimestre, o Amapá registrou 4.377 admissões com carteira assinada e 4.545 demissões. No Acre foram 5.230 contratações contra 5.436; no Pará, 63.125 contra 64.018; no Ceará, 76.401 contra 79.876; no Rio Grande do Norte, 35.483 contra 39.640; na Paraíba, 22.724 contra 31.971; em Pernambuco, 82.302 contra 98.421; e em Alagoas, 16.935 contra 39.138. Enquanto isso, São Paulo ? 1.370.848 contratações, 1.116.502 desligamentos; Minas Gerais, com 71.268; Rio Grande do Sul, com 57.583; Paraná, com 52.132; e Santa Catarina, com 36.405. A nossa decepção seria menor se a posição do nosso Estado não fosse a pior de todas no País. Estamos atrás dos outros Estados do Norte e Nordeste ? três desta primeira região e quatro da segunda, a nossa ? também colocados, pessimamente, no mais recente levantamento divulgado na quinta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Mas esta realidade lastimável pode ser modificada para melhor, de forma bastante significativa. Com a união de esforços dos poderes constituídos e o interesse maior de vários setores da política de direcionar os recursos públicos para os programas de educação e capacitação das pessoas que necessitam de oportunidades no mercado de trabalho. Assim, os avanços são possíveis.

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