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Baldomera Larra, Margaret Thatcher e o arcabouço fiscal
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Baldomera Larra ficou conhecida no Século XIX por ser a percussora no esquema piramidal, oferecendo vantagens inusitadas. Os acotovelados entre as pessoas nas enormes filas do seu estabelecimento em Madrid explicavam a ânsia dos clientes em depositar suas economias nas mãos da “mãe dos pobres”.
A Casa de Imposiciones funcionou perfeitamente em seus primeiros momentos, porém, como tudo que não se sustenta no tempo, a corrosão financeira tomou proporções extensas, forçando a espanhola a fugir para a França. Fez história!
Mais de cem anos depois, a britânica Margaret Thatcher ilustrou ao mundo que recursos têm limites. Felizmente, a implacável e austera governante inglesa acreditava em números, não causando os mesmos danos que a castelhana, cujos prejuízos recaíram somente sobre seus numeráveis e sonhadores clientes.
Imaginando um regresso histórico, a trajetória da Dama de Ferro (a primeira mulher a ocupar o cargo de primeira-ministra) é suficiente para não ser flagrada nas aglomerações formadas pelo sopro das facilidades que fugiam de dentro do “banco” de Baldomera Larra. Thatcher era por demais descrente em promessas falsas.
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As duas foram pródigas em ideias e feitos. Duas mulheres que, em tempo e momentos distintos, deixaram seus legados, os quais, a depender das crenças, ainda são seguidos.
A primeira-ministra neoliberal chegou ao topo e criou uma pirâmide construtiva, corrente ao curso da história. Baldomera, mesmo em seu auge, jamais alcançou o vértice: cimeira alta demais, cujo cume nunca se atinge.
Margaret Thatcher jamais se enganaria com Baldomera Larra!