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Alimento - Editorial

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Não faz muito tempo que surgiu do Comitê Permanente de Nutrição das Nações Unidas (SCN/ONU), numa reunião do organismo realizada em Brasília, a advertência para que os países aumentassem os investimentos no combate à fome e à desnutrição. Do contrário, seria difícil cumprir as Metas do Milênio, definidas pelos países integrantes da ONU em 2000, que prevêem a melhoria das condições de vida em relação à educação, saúde, igualdade de gênero, desenvolvimento econômico e ambiental até 2025. São também recentes a estimava de US$ 150 bilhões por ano com gastos para combater a fome no mundo, nos próximos anos, feita pela ONU, e números que mostram cerca de dez milhões de famílias sofrendo de nutrição no País. E, como sabemos, muitos dos nossos municípios têm na merenda escolar a melhor e até a única alternativa usada para minimizar os efeitos da falta de alimentos de qualidade, que atinge expressiva parcela da população infantil. Continuam sem avanços significativos, na maioria dos Estados brasileiros, as medidas voltadas para o aumento da oferta de alimentos essenciais às famílias mais pobres espalhadas pelo território nacional. Para não falarmos na situação não menos constrangedora de outras regiões do planeta. Sobretudo nas que sempre estiveram na relação das mais atingidas pelas carências no tocante às políticas contra as desigualdades. Não é possível que as medidas esperadas, há bastante tempo, para questões como estas, não surjam em quantidades ideais depois do alerta feito, neste começo de semana, em Londres, pelo Programa Mundial de Alimentos (PMA) das Nações Unidas. Segundo ele, a falta de alimentos ameaça como um ?tsunami silencioso? afundar na fome cem milhões de pessoas. Conforme declarou a chefia do PMA, ?a insegurança alimentar não representa apenas uma ameaça para a fome, mas também para a paz e a segurança?.

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