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Para investir - Editorial

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O decreto que prevê cortes do Orçamento da União para este ano foi publicado ontem. Serão R$ 19,4 milhões a menos, sendo de R$ 19,2 milhões só no Executivo, em relação ao montante aprovado, de cerca de R$ 220 milhões, para os três poderes e o Ministério Público. Pelas informações procedentes de Brasília, o Ministério das Cidades aparece como o mais afetado, pois deixará de contar com R$ 2,720 bilhões das verbas que seriam usadas em programas importantes, como os da criação de ciclovias, de habitações de interesse social e de infra-estrutura. Ainda bem que o ministro Márcio Fortes é um otimista. Ele disse, segundo a Agência Brasil, que o seu o ministério tem ação fortemente focada no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e não faltarão recursos necessários para obras básicas de saneamento e habitação nos volumes já anunciados, que já foram ou estão sendo contratados e existem também vários em início de obras. Manter as esperanças sempre é importante. Especialmente quando o País precisa avançar com as políticas imprescindíveis e urgentes de investimentos na área de infra-estrutura, priorizando a expressiva parcela mais carente da população. O otimismo do ministro é manifestado justamente quando as esperanças dos governos estaduais e municipais são alimentadas pelas notícias, as mais alvissareiras, também originárias de Brasília, acerca do PAC. Inclusive, uma das suas metas é investir R$ 40 bilhões em saneamento básico e R$ 106,3 bilhões em habitação até 2010. Os números são vultosos e, se corresponderem à realidade, teremos dias melhores e mais produtivos também. É o que o País precisa, claro. Dizem que, somente com saneamento básico, tratamento de esgotos e destinação adequada do lixo serão contemplados 23,3 milhões de domicílios. Esperamos!

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