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Assombra��es

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WALMAR BUARQUE * Um caranguejo corria na praia com sua mãe. A mãe corrigiu o filho: - Não corra de lado! Andar para a frente é muito mais adequado. O jovem caranguejo respondeu: - Claro mãe, quero aprender. Mostre como se anda para frente e eu ando atrás de você. As palavras são importantes, mas o que vale é o exemplo. Ontem ouvi um irresponsável ponderar que o povo tivesse um pouco mais de paciência, pois logo que parasse de chover o município (ele) tomaria providência para resolver os problemas dos buracos (ou crateras) nas ruas de Maceió. Fico a imaginar que o problema maior deste País é a impunidade e a irresponsabilidade de pessoas como esse secretário (sic) que se iguala a qualquer outro infrator costumaz em desafiar a Justiça. Nesse último fim de semana antes do penta passei o maior sufoco ao percorrer um pouco mais de 5 km das ruas de Maceió. Pensei em certos momentos que poderia não chegar ao meu destino. Com chuvas intermitentes, as ruas ficaram alagadas e conseqüentemente to-dos os buracos e crateras ficaram camuflados. A seqüência de obstáculos era tanta que passei a rezar e pedir a Deus que me ajudasse a chegar são e salvo. Além dos imensos buracos cobertos pelas águas, as ruas encontravam-se alagadas. Ao desviar de poças que poderiam ser buracos e que invariavelmente eram, dava de cara com outro carro que fazia o mesmo em sentido contrário, e por esse motivo estamos com uma conhecida na UTI de um hospital, o acidente aconteceu na Av. Jatiúca. Dois dias depois outro acidente deixou outro amigo na mesma situação, o sinal do cruzamento estava quebrado. E o responsável por essa omissão foi demitido? Foi responsabilizado por esses acidentes? Com certeza não. Eles ou ele faz parte desses irresponsáveis impunes. Num sinal, encontramos um deficiente físico se arrastando num carrinho de rolimã, outro de muletas transita entre os carros nos cruzamentos da Cidade Sorriso. Quem seriam responsáveis por essas aberrações? E tem alguém responsável por alguma coisa em Maceió? Ao desviar de novos e intermitentes buracos, você dá de cara com um ciclista na contramão, contrariando todo o Código de Trânsito, que só vale para multar os motoristas. A chuva continua. No Jacintinho, o povo anda pelas ruas, pois a inexistência das calçadas os força a isso. Faixa de pedestre, nem pensar. Pintadas, três dias depois somem como o dinheiro aplicado na operação tapa-buraco, que, como ninguém pode explicar - só os irresponsáveis pela operação - os buracos reaparecem e se ampliam na mesma proporção que são tapados (sic). Na expectativa de chegar em casa são e salvo ao ultrapassar mais um obstáculo dou de cara; que assombração! Com uma carroça que se arrasta puxada por um animal maltratado, cansado, sem a menor sinalização, colocando a vida do carroceiro e a minha em risco; passo por mais este obstáculo e bem próximo de casa, fico aliviado; passo por mais este obstáculo e bem próximo de casa, fico aliviado pois estou chegando depois de tantas assombrações. Mais alguns minutos e estaria chegando em casa se não fosse aquele último obstáculo, um quebra-mola não sinalizado, acompan-hado de um imenso buraco, uma cratera profunda. Aquele último obstáculo camuflado pelas águas arre-benta uma jante dianteira e rasga dois pneus e logo em seguida um outro veículo ao desviar do quebra-mola, da cratera e do carro bate de frente com outro veículo que também ao desviar de outro buraco ocasiona quatro vítimas, uma em estado grave, que como eu, apenas queria chegar em casa são e salvo, sem tantas assombrações patrocinadas por pessoas que deveriam ser responsabilizadas, já que são nomeadas pelo governo para nos propiciar conforto e segurança e não assombrações. Leia mais textos no site www.catarse.org.br e mande e-mail dando sua opinião pelo [email protected]. (*) É COORDENADOR DO PROJETO CATARSE

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