Opinião
Elei��o e pol�tica - Editorial
São muitos os jovens que se preparam para as eleições de outubro, na esperança de aparecerem entre os vitoriosos para os governos e as câmaras municipais. Como tantos outros que exercem cargos eletivos nos poderes Executivo e Legislativo. Inclusive, na Assembléia Legislativa alagoana, onde vários deles seguem a carreira e precisam seguir o exemplo de vários de seus antepassados e dos pais que engrandeceram como parlamentares e gestores dos recursos públicos dessa instituição de quase dois séculos. De acordo com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), 12,3 milhões de brasileiros, o equivalente a menos de 10% do eleitorado geral do País, são filiados a partidos políticos no Brasil. Desses, apenas 575 mil pessoas na faixa de 18 a 24 anos de idade, ou 4,7% do total de partidários, são militantes. E conforme consta de uma matéria do Congresso em Foco, todo esse contingente tem potencial para disputar uma vaga na Câmara de Vereadores e para concorrerem às prefeituras (idade mínima de 21 anos), há 454 mil potenciais candidatos. Precisa ser mais forte, marcante, mais decisiva a participação, na política partidária, nas decisões que têm a ver com o futuro de toda a nossa Nação, dos segmentos formadores de opinião, das pessoas com melhor nível de instrução, de lideranças natas, entre as quais as representantes da população feminina. As causas da falta de atração, do desinteresse, da verdadeira e nunca construtiva distância dos debates em relação a este assunto não são poucas. Como sabemos, os absurdos praticados às custas do dinheiro do contribuinte, dos cidadãos mais ricos aos mais pobres, como a corrupção e outros abusos e a completa falta de compromissos referentes às aspirações legitimas do povo, são fatores que mais contribuem para tudo isso, para a apatia que não deveria existir. Principalmente nos chamados anos eleitorais.