Opinião
Seguran�a p�blica - Editorial
O trabalho da polícia deve ficar longe de fatores políticos, tem de ser objetivo e buscar a verdade dos fatos em toda e qualquer investigação que esteja sendo tocada. O princípio é a base para que inquéritos tenham a isenta condução e o preciso desfecho. Das inúmeras operações policiais que resultaram ? e ainda resultam ? em prisões de autoridades, surgiram problemas como a relação entre polícia e gabinetes de governo e casas legislativas. Está aí a direção da segurança pública estadual às voltas com supostas denúncias de ameaças contra um de seus delegados ? no caso Marcílio Barenco, ele próprio um dos nomes da cúpula da polícia. O governo estadual deve se pronunciar, e agir, de modo firme e claro. O caminho a ser trilhado deve obedecer às regras da democracia e da lei. Se há ameaças sobre autoridades públicas, que isso seja esclarecido e os culpados, caso existam, punidos. O que não deve ocorrer é a informação truncada, as afirmações superficiais e genéricas, as acusações aleatórias. Usar um tema grave, como ameaças de morte, para discursos políticos, não é o mais recomendável. Claro que não é esta a postura da Secretaria de Defesa Social diante do caso das supostas ameaças ao delegado Marcílio Barenco. Diante das ações e da postura de trabalho, o secretário Paulo Rubim e sua equipe têm a confiança da opinião pública em Alagoas. Assim deve continuar, se não houver mudança no curso desse trabalho. Num momento grave como o atual, as instituições devem ser fortalecidas pelos homens públicos que estão à frente de ações conjuntas, em casos de repercussão até fora do Estado. Na contramão desse caminho, a natural conseqüência é o desastre. Alagoas já viu muito sangue derramado pela pistolagem ? marca para ficar no passado.