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“Más influências” .
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A bestialidade humana anda sem limites. Cada vez mais, vemos pessoas muito mais preocupadas com a aparência do que com a essência.
Umas das constatações disso é a visível perda de tempo que se tem, com postagens que passaram a ocupar o espaço que deveria ser dado ao que realmente fosse relevante ou lúdico para a vida.
O saudoso cronista Sérgio Porto, mais conhecido como Stanislaw Ponte Preta escreveu seu precioso “Festival de besteiras que assola o País”(Febeapá), em que expôs muitas asneiras daquelas décadas de nosso Brasil, mas nada se compara ao festival de besteiras (ou besteira muita, como dizia o saudoso jornalista Neno Cavalcante), que temos hoje.
Há algumas décadas atrás, quando ainda não tínhamos tantos espaços na web como hoje, as estéreis postagens eram mais limitadas, bem como os seus adeptos mais tímidos.
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Com o passar dos anos, o leque de redes sociais se ampliou e, inversamente proporcional a esse crescimento, a qualidade das postagens foi definhando, a ponto de chegarmos ao estágio de, com muita sorte e seleção, encontrarmos algo que possa realmente ser útil aos olhos e ouvidos, para não incluir de imediato nossa tão carente alma humana.
Presentemente, virou moda o termo “digital influencer”, que até hoje não entendi porque tão nobre e valoroso adjetivo é usado e (abusado) por muitos que se auto intitulam assim.
Até o fato de ser digital, nada a opor, já que chegamos a um estágio de vida (virtualização), em que não há caminho de volta. Entretanto, para se autodenominar de “influenciador”, além do evidente pedantismo, revela-se a que ponto a humanidade consegue aceitar as coisas.
Pensando melhor, considerando a qualidade da maior parte dos que assim são chamados, ou se autodenominam influenciadores, melhor seria que a expressão designativa fosse trocada por “bad influencers”, pois são tantos e tamanhos os maus exemplos que a maioria dá, que chega a ser uma afronta à inteligência humana, ainda lhes outorgar, ingenuamente, o título de influenciadores.
Vira e mexe, temos notícias de maus exemplos de influencers, que quando não causam ojeriza direta, causam aquilo que se tornou popular chamar-se de “vergonha alheia”.
Esses tais se metem em tudo o que é lugar. Desfilam livremente nos espaços desprivilegiados de mentes pensantes, mas também ousam “penetrar” campos artísticos e culturais, sem o devido credenciamento para suas incursões.
Aí passam a opinar (desmioladamente) sobre assuntos para os quais, no mínimo, se exige habilitação ou licença.
E assim caminha a humanidade!