Opinião
A volta da Sudene - Editorial
Será, sem dúvida alguma, um dos maiores acontecimentos em toda a história de Alagoas, a primeira reunião do Conselho Deliberativo da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) juntamente com o 7º Fórum de Governadores dos Estados da região, nesta quarta-feira, em Maceió. Somente a oportunidade de termos, mais uma vez e numa fase das mais decisivas na vida do povo alagoano, o presidente Lula, com vários ministros, outras autoridades e técnicos de órgãos federais e regionais, já é motivo de comemorações. Não poderíamos ter melhor oportunidade para a busca das soluções dos problemas locais e das demais unidades federadas da área da Sudene, depois da tão ansiosamente discutida, exigida e aguardada recriação da autarquia, do que essa reunião que marca a retomada das atividades da Sudene. Do órgão desenvolvimentista vieram memoráveis contribuições que acolheram os anseios dos nordestinos ao longo de quatro décadas, desde a sua criação em 1959, ainda no governo de Juscelino Kubitschek. Tomara que tenhamos razões para manifestações de esperanças renovadas a partir das primeiras deliberações da nova Sudene. Começando com uma série de prioridades anunciadas como temas para debates em ambos os eventos, como o projeto de reforma tributária do governo federal, considerado bastante complexo e apresentado ao Congresso Nacional em fevereiro último. Há ainda o pleito da recuperação de recursos do Fundo de Desenvolvimento do Nordeste (FDNE) relativos aos anos de 2001 a 2007, na ordem de R$ 5,6 bilhões, que não foram utilizados pela extinta Agência de Desenvolvimento do Nordeste (Adene), defendido pelos governadores nordestinos em fevereiro deste ano. Pautas e demandas, isso tem de sobra, e devemos aprofundar o debate e cobrar projetos.