Opinião
Dia Nacional da Mulher 30 de abril
| MARIA APARECIDA B. OLIVEIRA * Ontem, 30 de abril, é data consagrada no Brasil como Dia Nacional da Mulher. Essa data foi instituída através da Lei de Nº 6.791 de 9 de junho de 1980, sancionada pelo presidente da República João Batista de Figueiredo. Tendo sido criada como uma forma das mulheres do Brasil enfrentarem os preconceitos e, sobretudo mostrar à sociedade a forte discriminação de gênero a que estão submetidas no contexto da sociedade brasileira. A data vislumbra como o movimento de mulher enfrentou a ditadura militar, quando da proibição oficial de qualquer ato comemorativo alusivo ao 8 de março instituído mundialmente como Dia Internacional da Mulher. Esse dia foi escolhido em homenagem a Jerônima Mesquita por ter se destacado como uma forte militante feminista, na luta pela conquista dos direitos sociais e políticos das mulheres com vistas à construção efetiva de sua cidadania. A história de luta das mulheres pela conquista de seus direitos tem sido marcada socialmente por atitudes misóginas, por violência, por profunda discriminação sexista. Muitas delas foram submetidas a flagelo, queimadas, guilhotinadas, torturadas e apedrejadas, a exemplo citamos Olympe de Gouges e Joana d?Arc. O movimento feminista ? que objetiva a humanização das relações sociais de gênero ? muito contribuiu para a conquista dos direitos das mulheres: ao voto, a inserção no mercado de trabalho, na política, na educação e ainda sua participação nos espaços de poder. Muito foi conquistado mais o desafio ainda é grande para que a igualdade de gênero seja posta na sociedade baseada na ética da equidade. Em pleno século 21, as mulheres ainda continuam vivenciando a precarização do trabalho, salários desiguais para trabalho igual, assédio moral, estupro, prostituição forçada, tráfico, violência física, moral e psicológica. Em Alagoas presenciamos um elevado índice de violência exercida contra a mulher em seu cotidiano, das mulheres que conseguem denunciar seus agressores 56% delas são violentadas por maridos, ex-maridos, ex-companheiros e notadamente com quem as mesmas estabelecem relações de afeto. Dedico essa breve reflexão a todas as mulheres e homens de bem das alagoas, em especial a Jarede Viana, Alba Correia e Hildete Timbó pela luta em prol de uma sociedade igualitária, pela coragem e ousadia de nos idos da ditadura, na clandestinidade esconderem muito(a)s do(a)s perseguido(a)s politicamente pelo perverso sistema ditatorial instalado naquele período. (*) É professora da Ufal e presidenta do Conselho da Mulher.