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Baixos indicadores - Editorial

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Alagoas é novamente mencionado entre os Estados brasileiros com os indicadores sociais mais constrangedores. Como se já não bastassem os dados reveladores das carências referentes à educação e à saúde envolvendo a população infanto-juvenil, vários números divulgados nesta semana, mostrando que somos, proporcionalmente, o líder nacional em agressões a adolescentes e crianças no País. Exatamente quando o Estado recebia a visita do presidente Lula, bem como de outras autoridades do governo federal e de governadores de vários Estados, divulgamos a notícia, baseada em declarações de uma subsecretária da Secretaria Especial dos Direitos Humanos da Presidência da República, de que somente no ano passado mais de 400 jovens entre 15 e 24 anos de idade foram assassinados no território alagoano. Além de figurarmos na condição de detentor da maior quantidade de casos letais nessa parcela da população em geral, só ganhamos do Piauí no detalhamento referente ao quantitativo de crianças não registradas, pois em cada grupo de dez crianças alagoanas apenas três são registradas até o primeiro ano de vida. Enquanto exibimos o índice de 31,6%, a média nacional é de 12,7%. Continuamos atrás, inclusive dentro do Nordeste, de Estados com populações maiores e as mesmas causas dos problemas, quando são divulgadas as constatações dos estudos sobre as principais mazelas da área social. Provavelmente porque não foram evitados enormes gastos de tempo e verbas de forma abusiva. E até prazos para o envio de projetos, a análise e liberação de recursos têm sido ultrapassados. Os desafios neste mesmo campo não existem apenas em Alagoas e em outros estados do Nordeste. E existirão em maiores ou maiores proporções enquanto tivermos a miséria e a pobreza como os maiores problemas. Um ciclo a ser rompido.

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