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Lamenha Filho, um exemplo para os dias de hoje

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| BERNARDINO S. MAIOR NETO * Foi uma feliz coincidência e bastante oportuna a publicação da história do ex-governador Lamenha filho pela Gazeta de Alagoas. No momento em que Assembléia Legislativa vive os piores dias da sua história, é bem oportuna a nova geração alagoana conhecer mais de perto a vida honrada de um homem que saiu da pequena cidade de São Luís do Quitunde para presidir por sete vezes a casa Tavares Bastos. Quando saiu da Assembléia Legislativa para ser governador, Lamenha deixou o Legislativo com um quadro de 27 funcionários para 36 parlamentares (!). A sua história na casa Tavares Bastos é rica em todos os aspectos. Bem que poderia servir de cartilha para os atuais deputados estaduais. O seu modelo de austeridade e de bem conduzir o dinheiro público, lhe credenciou a ser o governador indicado pela governo militar implantado em 1964, sendo assim o primeiro, escolhido que foi pelo presidente Castelo Branco. Apesar de ter sido escolhido pelos militares não foi da turma do amém. Sua primeira topada foi na indicação do professor José de Mello Gomes para secretário de Educação, cuja ficha no SNI (Serviço Nacional de Informação) lhe era desfavorável. O governador fincou o pé e nomeou Zé de Melo, que se tornou um dos melhores secretários de educação do Nordeste. No governo de Alagoas, procurou formar uma equipe das mais atuantes, dando continuidade aos mesmos critérios que marcaram suas gestões como presidente da Assembléia Legislativa. No gabinete civil, tinha a dupla Antenor Claudino e o jovem advogado Carlos Mendonça, filho do jurista José Alfredo Gaspar de Mendonça, a quem o governador tinha como referência do modelo da sabedoria na Justiça alagoana. Entre outros luminares de sua equipe, destaco como exemplo do time: na Viação e Obras, seu compadre e amigo, coronel José Anchieta do Vele Bentes. Na Administração, dois jornalistas da própria Gazeta; José Alves de Oliveira e Antonio Sapucaia ? e através do rigor desta dupla, Lamenha Filho é, até hoje, o governador que mais fez intervenções em prefeituras irregulares (um total de 15). Na presidência do Banco do Estado de Alagoas, Carlos Ramiro Bastos. Na Ceal, Napoleão Barbosa (eletrificou todas as cidades alagoanas). E para fazer uma gestão respaldada nos melhores projetos de seu tempo, teve como Secretário do Planejamento, e seu maior conselheiro, dr. Ib Gatto Falcão. Portanto, aos deputados de hoje, uma recomendação: mirem-se num homem presidente sete vezes da Assembléia Legislativa, mas que não deixou nenhum parente ou aderente servidor da casa. (*) É jornalista.

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