Opinião
Processo eleitoral - Editorial
A modernização do sistema eleitoral brasileiro, verificada nos últimos anos, só tende a avançar, com as medidas jurídicas voltadas para o que o ministro Marco Aurélio chamou de ?purificação dos costumes?, em discurso, quando deixou a presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), depois de dois anos na função já no segundo mandato. Ele mesmo esteve à frente de uma batalha neste sentido e quando deixou o mais importante cargo da Corte, na terça-feira, ainda apelou ?para que seja mantida a punição ao abuso de poder econômico e político?. E a julgar pelo pronunciamento de seu sucessor, ministro Carlos Ayres Britto, nordestino de Sergipe, o povo brasileiro comemorará, brevemente, novos e importantes avanços nessa área. Para o novo presidente do TSE, ?é preciso falar cada vez mais da qualidade de vida política do nosso País, o que requer, de um lado, a eterna vigilância contra aqueles políticos que não perdem a oportunidade para fazer de sua caneta um pé-de-cabra e de outro, valorizar, por modo superlativo, os que tornam a política a mais essencial, a mais bonita, a mais realizadora de todas as vocações humanas, a vocação de servir a todo o povo?. E como destacou o ex-presidente dessa instituição, e os demais brasileiros e as pessoas de outras partes do mundo sabem, a informatização mudou a forma de votar e a apuração das eleições. Por sua vez, o aperfeiçoamento das leis logo possibilitará modificações bastante significativas no universo da política partidária. Conseqüentemente, serão inevitáveis os benefícios, os frutos, esperados há décadas, das mudanças em certos métodos que vêm sendo adotados em boa parte dos órgãos mantidos com os recursos públicos espalhados pelo País. De Brasília ao menor município da região mais pobre do território nacional. A postura, naturalmente, servirá sempre para o andamento correto do processo democrático.