Opinião
Saneamento �tico - Editorial
A Igreja volta a manifestar suas preocupações, a mobilizar os diversos segmentos da população em defesa do saneamento ético. E, mais uma vez, a proximidade das eleições é a melhor oportunidade que há e deve ser utilizada contra a corrupção na política, como estão fazendo o arcebispo de Maceió, dom Antônio Muniz, e os bispos diocesanos de Palmeira dos Índios e de Penedo, dom Dulcênio e dom Valério Breda, e todo o clero, convocando o povo para se organizar num mutirão contra os efeitos dos problemas surgidos na Assembléia Legislativa a partir da constatação do desvio de cerca de R$ 300 milhões. Coincidentemente, a nova mobilização contra as ações dos corruptos e tendo ainda como uma de suas finalidades a conscientização dos diversos segmentos da população para a cobrança da punição dos verdadeiros culpados pela crise no Legislativo estadual, pela onda de violência e de ameaças feitas contra várias autoridades, acontece na mesma semana da definição para o preenchimento dos cargos vagos na mesa diretora desse mesmo Poder. O que pode ser até o começo de uma série de medidas mais do que necessárias e urgentes para o basta definitivo ao desrespeito ao Estado e ao seu povo pelos maus políticos. Com esse mesmo movimento, cresce a luta justa, oportuna e decisiva das entidades representativas da sociedade civil organizada alagoana em prol da cidadania, da moralização, do resgate da dignidade das instituições no momento que não poderia ser mais ideal: o da organização das eleições de outubro, que é quando o Poder Judiciário Eleitoral com outros organismos direciona, inova e reforça estratégias de combate aos péssimos costumes existentes em órgãos públicos, que começam com a compra e venda de votos. Antes, os partidos devem dificultar, ao máximo, o surgimento de candidatos despreparados para essas atribuições.