Opinião
Minha visita a Dubai
| LYSETTE LYRA * Com um grupo de brasileiros provenientes de vários Estados do Brasil, parti por uma operadora de turismo carioca, para uma viagem aos Emirados Árabes, Índia e Nepal. Foi com muita curiosidade e animação que me decidi a enfrentar essa aventura, não obstante minha idade e meus problemas de locomoção. Confiante na minha grande amiga, a cadeira de rodas automática, segui corajosamente. Cheguei a São Paulo às 18h00 e à 01h35 da madrugada seguinte, embarquei no novíssimo 777-200 da famosa Emirates, conhecida, atualmente, como a melhor companhia aérea do mundo. Concordei de pronto com essa opinião quando, muito bem tratada, sentei-me num lugar espaçoso da classe econômica, onde podia movimentar-me confortavelmente. Andava apavorada com longas viagens de avião, depois que vim de Nova York espremida, por dez horas, em outubro de 2007. Um verdadeiro absurdo! Uma abusiva falta de consideração com os passageiros! Num vôo direto de quinze horas, chegamos a Dubai, já à noitinha. O aeroporto é imenso. A segurança é até exagerada, tanto na chegada como na saída. Todas as malas passam duas vezes pelo raio X. O visto se faz necessário, mas não é complicado. Enfrentamos um tráfego bem intenso. Existem, apenas, 190 ônibus para servir uma cidade de 1.500.000 habitantes. Como há automóveis de R$ 15.000, quase todos os moradores que podem têm carros próprios ou motocicletas. O governo está providenciando transportes coletivos para a população e o Brasil está ganhando com isto, pois estão sendo importados daqui. Exaustos e tendo que enfrentar uma temperatura de 45º, só pensávamos na cama e no ar condicionado. Na manhã seguinte, saímos para conhecer a cidade. Nossa guia, brasileira de origem alemã, estava há dois anos trabalhando em Dubai. Do número de habitantes que acima citei, somente 30% são nativos. Todos os outros são imigrantes vindos da Índia, Paquistão, Filipinas e outras regiões do globo, atraídos pelas ofertas de emprego nesse país. Dubai é cortada por um braço de mar que se chama Creek e a divide em duas zonas: uma ao Sul, apelidada Bur Dubai onde ficam os escritórios do governo, as companhias, os bancos, a alfandega, o porto, a estação de televisão e o correio. No centro, nomeado Jumeirah, ficam: o comércio, o zoológico e um grande parque. No Norte fica Deira. Duas grandes pontes unem as duas partes: a Al-Maktoum e a Al-Garhoud, e, também, o metrô que esta sendo construído. (*) É escritora.