loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
quarta-feira, 05/08/2026 | Ano | Nº 6282
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Opinião

Quadro lastim�vel

Ouvir
Compartilhar

Surgem novas constatações de que a situação econômica tem contribuído para o crescimento cada vez mais assustador da criminalidade no País. As mais recentes estão em um estudo realizado pela Ouvidoria da Polícia de São Paulo em conjunto com a Fundação do Sistema Estadual de Análise de Dados (Seade). O trabalho teve como área de abrangência a região da Grande São Paulo. Foi sobre o desemprego e o tráfico de drogas nessa região. Ele mostra que no primeiro trimestre deste ano, em comparação com o mesmo período de 2001, o tráfico aumentou 20,14% e o desemprego cresceu 7,14%. E quando houve uma redução de desempregados em 5,8%, entre o primeiro trimestre de 2000 e o mesmo período de 2001, as ocorrências de tráfico caíram em 5%. Esses dados foram divulgados anteontem pela Agência Estado, com a declaração do ouvidor Fermino Fecchio, de que a pesquisa mostrou que o momento atual tem levado o jovem de melhor formação a competir por empregos de menor qualificação. E o sem formação, geralmente da periferia, acaba desempregado e, muitas vezes, ruma para o tráfico. Até crianças estão nessa situação. Cada vez mais elas se envolvem, com adolescentes e adultos, como autores e vítimas do uso e tráfico de drogas. E também em assassinatos, assaltos, seqüestros e outros crimes. Essa realidade precisa ser revertida urgentemente. A nação não pode continuar convivendo com as drásticas conseqüências das crescentes desigualdades sociais. Com os problemas que alimentam a exclusão social e a concentração da renda. E dificultam a melhoria do acesso e dos serviços nos setores da educação e da saúde. Ao mercado de trabalho e a outros meios de melhoria das condições de vida da maioria da população. Principalmente às crianças e jovens, que com suas famílias, necessitam de ações verdadeiramente eficazes de iniciativas dos poderes públicos em suas comunidades. Que devem priorizar as áreas mais empobrecidas do País. E que não podem permanecer entre as mais miseráveis do mundo.

Relacionadas