Opinião
Luta contra o crime - Editorial
Ao comentar uma pesquisa da ONG Human Rights Watch, segundo a qual a maior parte das violações de direitos humanos no Brasil fica impune, o presidente da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), Mozart Valadares, afirmou que a Justiça e os demais poderes do aparelho estatal não têm conseguido responder adequadamente à sociedade nessas questões. E logo completou: ?Todos [os poderes] devem estar conscientes que têm parcela de culpa e responsabilidade, e dar sua contribuição?. É justamente a efetiva conscientização junto com a mobilização dos mais diversos setores da sociedade civil que ainda falta para completar as melhores ações até agora realizadas no combate à violência em todo o País. Especialmente nas regiões que, como a nossa, estão entre as mais deficientes em quase tudo. Enquanto tudo isto acontece e exige mais dinheiro e outros recursos, notamos o contrário. No lugar de ações na busca da solução definitiva dos problemas resultantes das velhas e novas deficiências que não mais deveriam existir nas instituições atuantes em áreas como a dos direitos humanos, que sempre foi das mais importantes e complexas, a população alagoana acompanha, pelos meios de comunicação, a troca de acusações alimentada por divergências pessoais entre um deputado estadual e uma das mais altas autoridades da polícia judiciária. Além disso, passa não ter razão para acreditar nos números divulgados sobre a atuação dos órgãos policiais contra a violência e a criminalidade e os seus resultados, devido às divergências verificadas na comparação dos relatórios do governo do Estado e da OAB. Não foi com as suas instituições e com os Poderes constituídos envolvidos em desentendimentos publicamente que os Estados maiores do que esta ?Terra dos Marechais?, como São Paulo, avançaram e muito com os esforços em prol da paz.