Opinião
Enchentes - Editorial
Apesar dos dramas decorrentes dos desastres naturais ocorridos em várias regiões do mundo, inclusive no Brasil, e particularmente em nosso Estado, como as cheias de 1914, 1949, 1969 e de épocas mais recentes, entre as quais as que devastaram povoações inteiras nos vales do Mundaú, do Paraíba, no Litoral Sul e na parte Norte e cujas maiores conseqüências jamais serão esquecidas, a exemplo das centenas de mortes, continuamos convivendo com as mais terríveis calamidades. E mesmo existindo os meios ao alcance das pessoas, para que sejam adotadas as ações preventivas e tantas outras destinadas a mitigar os efeitos dessas ocorrências, entre as quais destacamos as previsões meteorológicas, nossas populações, sobretudo comunidades de áreas empobrecidas, ainda são punidas pela falta de atenções resultantes de males como o descaso. Notadamente dos órgãos governamentais. Os resultados que divulgamos, na edição de ontem, dos danos causados pelas chuvas nos últimos dias, novamente em várias cidades alagoanas, incluindo as das partes que já citamos do mapa alagoano, que, entre outros fatores, concorrem para o aumento do contingente de miseráveis, de há muito preocupante nesta unidade federativa que vê crescer constantemente a sua legião de desabrigados, devem ser vistos como causas de maiores preocupações. As chuvas causadoras das tragédias mais recentes, devido a vários fatores, sendo um deles, a destruição das matas pelos maiores beneficiários dos recursos da natureza, poderiam ter sido menos danosas. Mas, outra vez, temos enormes prejuízos a lamentar de famílias inteiras e do Estado, como um todo, no concernente ao aspecto econômico, além dos danos irreversíveis. Enquanto isto, vemos 102 cidades só em nosso Estado e apenas duas delas (Maceió e Atalaia) contam com organizações de defesa civil funcionando.