Opinião
Urg�ncia na sa�de - Editorial
Saúde pública é essencial e com isso não se deve brincar. Por isso, chama atenção o caso de Arapiraca, a segunda maior cidade de alagoas, vivendo uma crise em sua Unidade de Emergência do Agreste. A demissão coletiva da diretoria da unidade revela que há algo de errado na condução daquele complexo. Aponta também que alguma coisa tem de ser feita com urgência. Numa região estratégica, uma unidade de emergência que atende a demanda de dezenas de municípios, além de Arapiraca, não pode ficar na situação que se encontra, segundo dizem os servidores que reclamam das condições de trabalho e da precariedade dos equipamentos. Sabe-se que não é fácil a gestão da área de saúde, muito ao contrário. Sem dúvida, é um dos maiores desafios a se enfrentar por qualquer governo. As dificuldades, no entanto, não devem ser usadas como desculpa para a ineficiência, ou ainda pela deliberada inércia. Assim, espera-se que a Secretaria estadual de Saúde não demore para restabelecer a normalidade na Unidade do Agreste. A começar pela definição sobre o comando do hospital de emergência. Ao mesmo tempo, espera-se por ações imediatas quanto à infra-estrutura para que o atendimento esteja mais perto do ideal. O governo não pode permitir que detalhes burocráticos impeçam um plano de ações que corrijam as falhas graves que põem em risco a saúde de milhares de pessoas. O governo que já enfrentou greves na própria saúde, na educação e na segurança pública, deve dar uma resposta, rápida e eficiente, para que não paire o clima de crise sem fim num setor essencial. O governador Teotonio Vilela Filho tem na área da saúde um projeto detalhado, apresentado em campanha e tido como modelo para o tratamento de questão grave como essa. Que ele cumpra seus ideais e faça debelar a crise que se instalou em Arapiraca.