Opinião
As novas elei��es - Editorial
Novas eleições municipais estão às portas sem que a Nação tenha a oportunidade de começar a usufruir os resultados de uma reforma eleitoral profunda e de há muito necessária para o fortalecimento dos partidos e o aperfeiçoamento do sistema eleitoral. Mesmo assim, o comparecimento às urnas em outubro vindouro já ocorrerá com considerável parcela do eleitorado conscientizada de que todos nós estamos vivendo um novo tempo, com a melhoria das leis e uma preocupação maior, a começar dos que fazem a justiça eleitoral, para que a seleção dos próximos governantes e legisladores seja a melhor possível. Estas medidas deverão ser suficientemente abrangentes desde os preparativos com vistas à escolha dos candidatos pelos próprios partidos políticos. As notícias que sabemos a esse respeito são das mais alvissareiras. Até porque várias delas já vêm sendo implementadas em boa parte do País, fundamentadas inclusive na Constituição, com os juízes, promotores e demais integrantes e colaboradores da Justiça Eleitoral e os próprios partidos políticos orientados para agirem com maior zelo nas prevenções contra a corrupção e outras irregularidades. Obviamente, quanto mais avanços forem registrados nesta direção, mais fortalecida será a democracia no território nacional, o resgate da credibilidade de muitas das nossas instituições, dos políticos, bem como o combate a todos os procedimentos nocivos no universo do serviço público, serão simplificadas as lutas contra todas as formas do chamado crime organizado, que tem na corrupção uma das principais ferramentas. Que não terá mais espaços se um maior número de votantes também votar conscientemente. Falta pouco para mais esse momento da democracia que é a disputa no voto pelos cargos de vereador e prefeito em todo o Brasil. Que isso seja feito dentro da legalidade e que alcance todos.