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Teoria de dunbar e amizades: defina bem suas escolhas
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O antropólogo britânico Robin Dunbar, em estudos baseados na relação entre o tamanho do cérebro e a dimensão do grupo com o qual nos relacionamos, buscou entender a capacidade cognitiva de um ser humano em manter relações sociais estáveis e significativas com outros indivíduos.
A Teoria de Dunbar sustenta-se na ideia de que um grupo social estável e coeso não deve exceder cerca de 150 pessoas (número de Dunbar), cuja variância depende de vários fatores, incluindo, dentre tantos, o perfil mais ou menos extrovertido, a frequência com que as pessoas se encontram.
Enfraquece essa apuração mágica de 150 a presença das redes sociais. Porém, as relações face a face – com todas as informações não verbais tão importantes para a comunicação – ainda são essenciais.
Certeiro ou não o magismo do cabalístico 150, uma certeza tem-nos sido imposta: é preciso definir, formidavelmente, nossas amizades. Precisamos tomar uma decisão todos os dias sobre como vamos investir o tempo disponível na interação social. Esse tempo é limitado e inestimável.
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Logo, o falso pressuposto de que “os opostos se atraem”, um certo desvio - cunhado no senso-comum - da Psicologia Analítica de Carl Jung, é falsário e insustentável, simplesmente porque atração é efeito, que nem sempre se alimenta, tampouco é mantida ou conservada.
Afinidades e amizades não se resumem a atrações. Semelhanças de pensamentos, valores de vida, princípios mínimos sobre os quais comungamos conjuntamente (...) concedem-nos os benefícios da confidencialidade.
Considere que nossas oportunidades são curtas e, sobre nós, persistem múltiplos códigos de certezas e verdades. Seja socialmente correto e fiel consigo mesmo – eleja bem suas amizades.
“É extremamente difícil chorar em um ombro virtual”.