Opinião
Problemas de Macei�
O século começou com o País vivendo as conseqüências dos problemas sociais e econômicos agravados a partir do primeiro governo de FHC. Elas têm atingido, de forma mais drástica, os Estados das regiões mais atingidas pelas desigualdades, como o nosso que abriga quase três milhões de pessoas. O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE) constatou, no Censo 2000, uma taxa de crescimento da população urbana alagoana de 2,93% ao ano, a contar de 1991, enquanto a área rural registrou um decréscimo de 1,52% ao ano, no mesmo período, por causa do êxodo rural. Justamente o fenômeno que é uma das principais causas do crescimento da fome, da miséria, da marginalidade, da proliferação de favelas e outros problemas das cidades. Das capitais, principalmente. Ao mesmo tempo, importantes indústrias do Estado faliram ou passaram a funcionar em outras regiões. A economia do Estado praticamente estacionou. Sua capital logo foi uma das mais afetadas em decorrência dessa situação e de uma série de fatores, que seriam agravados pela falta de políticas públicas voltadas para a melhoria das condições de vida da maioria da população, de planejamento e de prioridades para a área de infra-estrutura. Um estudo elaborado pela prefeitura em 1977 já apontava como problemas centrais de Maceió o desemprego, subemprego e a baixa renda. E o Estado sendo destacado como um dos piores em índices de desenvolvimento humano no País. Estamos tratando de uma realidade que deve ser modificada para melhor urgentemente, como provam os números, que publicamos nesta edição, da sondagem de opinião pública desenvolvida pelo GAZETA Pesquisa (Gape) em Maceió. Eles mostram que expressiva parcela da população está preocupada e descontente não apenas com o desemprego, mas também com a qualidade dos serviços públicos. Sobretudo nos setores de segurança, transporte, coleta de lixo e o estado da malha viária. E aguardam providências. Lógico.