Opinião
Seguran�a necess�ria - Editorial
Reunido ontem, o Conselho Estadual de Segurança Pública decidiu ampliar e analisar mais detalhadamente as informações sobre policiais alagoanos com processos na Justiça, ajustando o foco especialmente sobre as condenações e as respectivas destituições dos cargos até então ocupados por essas pessoas na estrutura policial do Estado. A decisão vem em bom momento (antes tarde que nunca), pois na semana passada o juiz da 11ª Vara Criminal de Execuções Penais da Capital, Antônio José Bittencourt Araújo, denunciou ameaças sofridas e que teriam como autor um policial condenado a 52 anos de prisão. Dois aspectos desta mesma questão são fundamentais para a cidadania e para a segurança pública: a correta execução das sentenças judiciais e a proteção indispensável que o Estado deve assegurar a seus magistrados (mui especialmente àquelas autoridades expostas à vinditas em função de seus comportamentos corajosos no cumprimento da lei). Especialmente neste momento, Alagoas passa por uma delicada realidade, quando o Poder Judiciário, cumprindo suas obrigações, alcança segmentos poderosos em todos os campos. Neste momento onde os magistrados estão sendo merecidamente homenageados por suas destemidas condutas cidadãs é necessário ir-se mais além dos aplausos e conferir a devida segurança a todos os agentes públicos responsáveis pelo cumprimento da lei. Os integrantes do Poder Judiciário não podem quedar-se desprotegidos nunca, muito menos na atual quadra. A magistratura alagoana está dando exemplo para o Brasil, e as decisões das instâncias superiores do Poder Judiciário brasileiro reafirmam isto. Nesta hora, portanto, o mínimo que o Estado deve fazer é redobrar a segurança pessoal oferecida aos magistrados e a todos os agentes públicos envolvidos nesta cruzada pela ética, contra a corrupção e o crime organizado.