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Hist�rias sobre os Emirados

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| LYSETTE LYRA * A culinária, naturalmente, é de gosto árabe. Os quibebes são o quitute preferido. São vistos, principalmente nos restaurantes populares de Deira, enrolados em torno de uma vara e assados nas chamas. Comem-no em fatias, dentro de uma espécie de panqueca ou pão árabe (sem fermento). As bebidas alcoólicas não são vendidas nas casas de pasto dos bairros, são proibidas. Podemos encontrá-las nos hotéis. Nos restaurantes de luxo existem pratos árabes e ocidentais. Os árabes vestem-se, normalmente, com os trajes regionais: túnicas brancas de algodão chamadas dishdasha e cobrem a cabeça com um pano quadriculado, o shimagh, prezo por um torçal de fios negros. As mulheres usam, geralmente, a abaya e a hijab. Tomam banho de mar vestidas. Não é de bom gosto as turistas usarem biquínis nas praias e andar com trajes decotados. As damas do país ainda usam vestidos negros. Cobrem o rosto, deixando à vista apenas os olhos, ou escondem somente os cabelos, com véus escuros. Mas, no lar, trajam-se com todo luxo para encantar os consortes. Quando chegam à puberdade as jovens devem esconder os cabelos. Apesar de serem islâmicos, os árabes aceitam e respeitam as outras religiões. O narguileh é o objeto que usam para pitar. Sentam-se nas grandes almofadas, de pernas cruzadas, e aí se entregam aos prazeres do fumo. Os habitantes dos Emirados são aficionados às corridas de cavalos. Também são populares os páreos de camelos, os concursos de mergulho, de barcos à vela, pesca e outras atrações turísticas. Países das zonas francas, aí acontecem diversos eventos, exposições, feiras, festivais e conferências. Um dos princípios filosóficos do líder e presidente xeique Zayed é que os recursos do país devem ser totalmente usados em benefício do povo. Ele diz: ?A riqueza não é o dinheiro. A riqueza depende dos homens, e é aí onde se encontra o verdadeiro poder que valorizamos. É o que nos convenceu a direcionar todos os nossos recursos para a formação dos indivíduos e usar essa riqueza que Deus nos deu para servir a nação, para crescer e progredir. Se a riqueza não for usada com conhecimento e sabedoria para planejá-la, e se não houver intelectuais conscientes para direcioná-la, estará destinada a desaparecer?. Em 1953, acompanhado de seu irmão, o xeique Zayed fez sua primeira visita a Inglaterra e a França ficando admirado com as escolas e os hospitais. Encantou-se com o adiantamento daquelas nações. Desejou que um dia seu país tivesse um desenvolvimento semelhante, que seu povo gozasse dos mesmos benefícios. E está conseguindo executar seus sonhos. Transformar um deserto no que vemos agora é realmente espantoso. (*) É escritora.

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