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O gueto de Vars�via

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| RUBENS VILLAR * Viajando pelo extremo Norte do continente Europeu, em Helsinque, Finlândia, comprei uma passagem e embarquei num dos helicópteros que fazem a linha para Tallin, Estônia, sobrevoando o Mar Báltico. Provavelmente a única linha comercial com esta modalidade de transporte. De Tallin, sigo de trem para Varsóvia, a sofrida, simpática, e culta capital da Polônia, com dois milhões de habitantes. Destaco o monumento ao famoso compositor Chopin, na praça do Palácio de Lazienki, a Orquestra Filarmônica, o Teatro Nacional, a Universidade Tecnológica, o moderno Palácio da Cultura e Ciência, o Paço Real e as ruínas do Forte Medieval. O centro histórico foi inscrito pela Unesco na lista do Patrimônio Mundial. A Igreja de Santa Cruz e a Catedral de São João são marcos muito fortes da religiosidade do povo polonês. Destaco, ainda, os monumentos dedicados aos guerreiros da Resistência Polaca e aos incríveis heróis do Gueto de Varsóvia, durante a Segunda Guerra Mundial. Conhecia a Polônia. Desta vez o meu objetivo era ver o local do famoso Gueto de Varsóvia, onde as tropas de Hitler, especialmente os SS e a Wermacht, haviam encacerados mais de 500 mil poloneses num ?gueto murado?, onde era praticado todo tipo de humilhações, até serem enviados para os campos de concentração de Treblinka e Auschevitz. Tomei um táxi e quinze minutos depois estava, a oeste de Varsóvia, lendo a relação dos mortos num monumento rodeado por turistas e curiosos de várias nacionalidades. Percorrendo, com grande curiosidade, ruas, becos, bares, edifícios residenciais, hoje recuperados, deparei-me com a antiga prisão da Gestapo, a temida polícia nazista. Adentrei seus tenebrosos corredores, celas, masmorras e solitárias. Por instantes fiquei imaginando as torturas e o sofrimento dos prisioneiros que por ali passaram. O celebrado filme, O Pianista, de Roman Polanski , retrata com maestria o terror implantado no ?Gueto,? a revolta, e o levante, daquelas que sabiam que iam morrer, mas não se intimidaram com a opressão dos bárbaros invasores da sua pátria querida. De volta ao monumento, à entrada do Gueto, vi numeroso grupo de jovens estudantes, tocando e cantando belas canções, celebrando a vida e a liberdade! (*) É ex- deputado, ex- senador e ex- governador de Roraima.

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