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Pistas da morte - Editorial

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Palco recorrente de tragédias, a popular Via Expressa, ao se confirmar como uma das artérias mais perigosas de Maceió, confirma também os enormes prejuízos causados pela desatenção dos poderes públicos às normas do planejamento urbano. Projetada para ser, conforme o nome deixa ululante, uma via expressa ? ou seja, destinada a fazer escoar o trânsito com maior velocidade, aquela artéria foi sendo, ao longo dos anos, abandonada à própria sorte. Paulatinamente, a anárquica expansão urbana maceioense foi asfixiando o que deveria ser a solução para o tráfego naquela (vasta) área populacional. Impunemente, obras irregulares foram ocupando as faixas de domínio (reserva indispensável para a duplicação da pista e para a implantação de acostamentos e demais áreas de segurança para veículos, ciclistas e pedestres) e, com o esperado aumento do volume de tráfego, o perigo aumenta de forma catastrófica. Não será fácil para os atuais gestores públicos encontrar soluções práticas e rápidas. E para o futuro próximo, é óbvio o estrangulamento total da via que deveria ter sido, e nunca foi, expressa. Hoje, algumas medidas ainda poderiam alimentar as esperanças de redução dos riscos evidentes da Via Expressa (e de outros corredores da morte em Maceió). Não serão medidas baratas, mas amanhã será impossível custear as desapropriações e superar os conflitos sociais gerados pela libertinagem estimulada (durante anos) de ocupação indevida das margens das pistas. Mais uma vez, o foco das obras estratégicas para o trânsito na capital alagoana aponta para projetos sérios e ousados como o da urbanização do Vale do Reginaldo (projetado detalhadamente há quase 20 anos), sempre lembrado nas campanhas eleitorais. Oxalá um dia a execução do planejamento urbano em Maceió deixará de ser peça de campanha.

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