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Opinião

O livro de Adelson Miranda

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| TOBIAS MEDEIROS * Na noite de 31 de maio deste ano, foi lançado o livro de Adelson Miranda ? Minha História de Amor e Saudade, em Santana do Ipanema. E, antes, foi colocado seu busto em praça pública. Iniciativas reveladoras da gratidão à figura do odontólogo que se dedicou aos santanenses. A imagem desperta lembranças aos que o conheceram e aos outros, perguntas diversas. Os escritos, que Adelson pretendia publicar, foram bastante organizados pela família e os amigos Celso Caldas, Guilhermino Cardeal e Antonio Noya. Editaram. Espalharam aos ventos os pensamentos de um homem bom. O bem é difuso pela sua própria natureza. Essa, na minha concepção, foi uma expressiva manifestação de amizade para com aquele ausente, mas sempre presente, pois a morte não separa eternamente. A esperança de reencontrá-lo dá ânimo a viver segundo as suas lições legadas, fundamentadas no Nazareno. Soube valorizar e perenizar-se no tempo pela ação e mais ainda com a sincera palavra de conforto e estímulo. Dessarte, asseverou Celso Caldas: ?Independentemente do relato das suas tristezas aprendemos muito em vida com o dr. Adelson e, mesmo após a sua morte, através dos seus escritos?, (p. 61). O dentista, formado em Juiz de Fora, viveu com afinco a mensagem que recebera da sua amiga dona Sessé que o cativou: ?O melhor do mundo é sentir os problemas dos outros e ter sempre uma palavra de conforto para todos?, (p. 23). Na cidade sertaneja, casou-se com Vilma, filha de Izaías Rêgo e constituiu família. Descreveu as emoções do nascimento de seus filhos gêmeos. Era devotado à profissão. As páginas relatam fatos comprovantes do seu grande relacionamento com as pessoas de vários níveis culturais. Gostava de ir à feira para conversar com o povo. Tornou-se um líder verdadeiramente. Mudou, às vezes, o convívio social com equilíbrio e habilidade. Tinha força de vontade e confirmou em atitudes quando escreveu: ?Perdão, caro poeta Augusto dos Anjos, discordo de vosmecê. Graças a Deus, em certa fase, em um determinado estágio da minha existência, convivi entre feras e não senti necessidade de também ser fera?, (p.51). Divergiu do vate paraibano que se preocupou com a filosofia e as ciências biológicas. Suas idéias revelam a preocupação em fazer o bem aos seus semelhantes. Na pequena publicação, o autor rotariano deixou lições que devem ser meditadas. Ainda mais o exemplo que motiva o leitor a conhecê-lo ou relembrar-se dele. Seu livro tem mérito. Assim, será sempre lido. E, parabéns aos que semeiam livros; instrumentos restauradores do mundo, segundo a doutrina cristã. (*) É sócio efetivo da AAL.

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