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Debates e campanhas eleitorais na atualidade .
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Presentemente, temos assistido a uma série de acontecimentos, envolvendo candidatos às eleições municipais deste ano que nos incita a perquirir onde foi parar a decência e o respeito para com o eleitor, ao menos nesse período de campanha, em que o voto deve ser conquistado.
Embora esse período nunca tenha sido lá muito desejado, por quem já está tão desacreditado de novas velhas promessas, um mínimo de educação e de respeito, em termos de postura, especialmente durante os debates eleitorais, deveria ser adotado.
Entretanto, o que o cidadão tem visto é mais do que a famosa “vergonha alheia”, em que os candidatos perderam totalmente a compostura e, por que não dizer, a lucidez.
Lembro que até o final da década de 80, ainda era possível se esperar a discussão de ideias e propostas de candidatos, não sendo raro se ver até mesmo uma tentativa de superação entre “oradores”, estimulando o debate de temas que interessavam ao eleitor.
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Aqui e acolá, apareciam situações cômicas ou mesmo de agressão, mas eram pontuais e nem de longe se assemelhavam ao que presenciamos atualmente.
As aparições dos candidatos, seja durante os debates, seja nas propagandas eleitorais em si, tem aumentado o ceticismo e o desencanto no eleitor, que já vêm progredindo há anos e são somados à frustração, posterior às eleições, de não se verem concretizadas as “promessas de campanha”, tão desconexas e descomprometidamente lançadas aos nossos já tão descrentes olhos.
Fosse só o besteirol falado ou as promessas lançadas como palavras ao vento (já que sabemos que nunca serão cumpridas), ainda se tolerariam, mas tomar o nosso precioso tempo para assistir a atos que não só incitam a violência, mas subestimam o cidadão, já ultrapassa os limites humanos.