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Sangue no asfalto - Editorial

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Ontem mais dois acidentes, ambos com vítimas fatais, em dois municípios alagoanos distintos, trouxe à baila a precária segurança em nossas rodovias. É verdade que, em boa parte dos acidentes pode ser encontrada a falha humana como um dos fatores causadores dos sinistros, mas é igualmente verdadeiro que nossas rodovias carecem de cuidados e condições básicas para o transitar seguro. Quando as pistas asfálticas estão em razoável condições de conservação, possibilitando um trânsito mais rápido, faltam sinalizações e acostamentos ? o que em função da maior velocidade, vira uma combinação perigosa. Quando as pistas estão esburacadas, com ou sem sinalização, dispensam maiores comentários os riscos de acidentes em função dos solos lunares rodoviários. De uma forma ou de outra, com ou sem crateras, sempre com sinalização precária e acostamentos inexistentes, as rodovias alagoanas seguem, como há anos, eivadas de perigos para motoristas e passageiros. E o problema tende a aumentar, pois com o assustador crescimento de veículos em circulação e a sensível modificação do perfil do transporte coletivo intermunicipal (um número menor de ônibus está sendo cambiado por uma grande quantidade de vans) sem a devida fiscalização (quer seja sobre as condições do veículo, quer seja sobre o número de passageiros contidos em cada viagem), tende a multiplicar os riscos de tráfego nas rodovias alagoanas. Ao mesmo tempo em que se luta pela duplicação das pistas nos trechos principais (Litoral Norte, Litoral Sul, BR 104, AL 220...), faz-se indispensável um maior investimento para a maior segurança nas demais estradas alagoanas. Infelizmente, está se banalizando a tragédia nas rodovias alagoanas, como se fosse inexorável a multiplicação das vítimas (inclusive fatais) em nossas rodovias.

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