Opinião
Os t�cnicos estavam certos
| JOSEMÉE GOMES * Em dezembro de 2003, a Superintendência Municipal de Transportes e Trânsito (SMTT/Maceió), dando prosseguimento às execuções dos projetos que alterariam o trânsito em Maceió, que já havia começado há alguns meses, iniciava a implantação nos trechos compreendidos entre as avenidas. Álvaro Calheiros e João Davino, cuja principal alteração transformaria essas avenidas em binários, significando as transformações dessas vias de tráfego intenso, já com problemas de fluidez, em ruas com mão única de sentido de trânsito. Este projeto, porém, naquele momento, não contemplava a implantação de um viaduto, pois não havia contagem de tráfego que justificasse a existência do mesmo. Além disso, a proposta inicial para execução daquelas mudanças pretendia resolver alguns problemas de ?gargalos? existentes no local, utilizando soluções simples e de baixo custo. Como este, todos os projetos desenvolvidos pela SMTT até aquela época, atendiam a critérios técnicos discutidos incansável e responsavelmente pelos seus engenheiros, arquitetos e pessoal operacional, funcionários efetivos e comissionados, que com muita abnegação, também participavam da implantação dos mesmos, varando madrugada adentro, sacrificando seus horários de sono e de convívio familiar, pelo que acreditavam ser o melhor para a cidade, seus moradores e usuários. Durante a semana em que aconteceu a implantação, os persistentes profissionais, competentes e qualificados (todos possuíam especialização nas áreas de engenharia de tráfego e de transportes), permaneceram no local dia e noite, executando seu trabalho e sendo insultados verbalmente por meia dúzia de cidadãos usuários do local. Estas pessoas, empresários retrógrados, desprovidos de senso coletivo, egoístas e sem conhecimento técnico sobre o assunto, os agrediam numa tentativa de desqualificá-los e desmoralizá-los, e por muitas vezes com palavras de baixíssimo calão, agrediram até suas mães. O projeto foi desfeito em poucos dias, por outro lado, a humilhação aos técnicos permaneceu por mais alguns meses. Hoje, meados de 2008, o projeto volta a ser implantado para a felicidade dos técnicos, que finalmente puderam provar que o trabalho estava correto, visto que, o atual projeto contém o mesmo conceito técnico adotado anteriormente. Finalmente a cidade não ficou refém desses inescrupulosos e reagiu. Só não sabemos ainda, quando pedirão desculpas àquelas mães! (*) É arquiteta.