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Cem anos mais cinco .
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Semana que passou, com dependências do Teatro Deodoro lotadas por representantes da cultura caeté, sobraram aplausos para a celebração do aniversário da Academia Alagoana de Letras, fundada em novembro de 1919 e que mantém viva a chama do saber, então acessa por ilustres filhos da terra.
O documentário então exibido, nas vozes de seus sócios efetivos, sua trajetória de glórias foi apresentada, pouco antes, como seu décimo-quinto presidente buscando palavras no coração, falei aos presentes improvisadamente o seguinte:
“Aos 105 anos, a Academia Alagoana de Letras se ergue como monumento vivo da história, guardando em suas paredes ecos de vozes que jamais se apagam. Cada tijolo, testemunha de sonhos e lutas, carrega em si, o sopro do tempo, emoldurando gerações que por ali passaram e deixaram suas marcas.
O palco, onde a arte se fez e refaz, pulsa com a energia de uma era viva, onde a memória encontra a criação e o passado abraça o futuro. São cem anos e mais cinco, de pura celebração, de resistência, onde o conhecimento se reinventa, assim como o vento que molda as pedras do caminho.
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Os nomes inscritos em seus anais, são astros de um firmamento literário e cultural, iluminando mentes, despertando almas. E, como uma árvore centenária, suas raízes se aprofundam, buscando na terra a força que alimenta seus frutos.
Que venham mais séculos, que venham mais vidas, pois cada novo amanhecer em nossa casa de cultura, assemelha-se a uma aurora de sabedoria que celebra o eterno, no efêmero de nossos dias. Sempre encantando, sempre alimentando, nasceu para ser eterna, como as pedras e as águas que circundam Alagoas, onde a cultura encontra sua morada e se faz, em cada ano, mais viva.”
Ser sócio da Academia Alagoana de Letras, incansável ponte entre o ontem e o amanhã, me orgulha e engrandece, pois cada dia me faz compreender que celebrar é mais do que apenas marcar uma data ou reunir pessoas, é dar significado aos momentos, reconhecer vitórias, pequenas e grandes, valorizar o que é importante.