Opinião
Por mais projetos - Editorial
Destaque corretamente pinçado da recente reunião da Sudene com empresários alagoanos, a reclamação sobre a pouca quantidade de projetos empresariais para nosso Estado deve ser atentamente ouvida, analisada e respondida. Não é de hoje a constatação da pequenez (quantitativa) de projetos empresariais aptos a captar recursos para Alagoas. Durante um certo tempo, o centro dessa observação, quando convertida em crítica, era destinada ao Poder Executivo, donde era aplicada a lupa para salientar a ausência de um número significativo de projetos. Hoje, em função do reconhecimento de uma maior desenvoltura registrada na área do desenvolvimento econômico a nível governamental, o foco poderia ser ampliado para alcançar também o setor privado. Essa crítica construtiva, antes um chamamento à ação, deve ser ampla, buscando estimular tanto os órgãos públicos quanto a iniciativa privada. É coisa do passado a fórmula segundo a qual ao aparelho estatal caberia a centralização das tarefas de planejamento e projetos econômicos. Tal mentalidade não mais existe, devendo o poder público atuar em parceria com o empresariado no encaminhamento de todos os projetos destinados a ampliar os empreendimentos produtivos no Estado. Quanto mais projetos Alagoas dispuser para colocar como prioridades nas mesas de negociação, melhor. Um número maior de (bons) projetos é sinônimo de um maior número de propostas de financiamento aprovadas e é exatamente isto que Alagoas precisa no atual momento: multiplicar suas oportunidades, abrir novas frentes de investimentos, atrair novos investidores. E esta tarefa, reconheça-se, não é apenas do poder público. A iniciativa privada tem de assumir a vanguarda do processo e, sem medo do crescimento econômico, encher a Sudene de muitos (e muito bem-feitos) projetos. Desde ontem.