Opinião
A medita��o e a qualidade de vida
| JOSÉ MEDEIROS * Apesar de a meditação ser vista de forma bastante diferente entre ocidentais e orientais, a sua prática vem sendo adotada por ambos. Meditar vem do latim meditare, que significa voltar-se para o centro. Para os ocidentais, representa, em geral, refletir sobre algum assunto que lhes interessa. Para os orientais, vai muito além: é buscar um estado de consciência que permita uma melhor compreensão de si mesmo. Apesar dessa diferença de interpretação, a meditação tem sido uma importante opção para os que desejam mais qualidade de vida. Entre as diferentes possibilidades de práticas meditativas, a ioga é bastante procurada, por aliar cuidados físicos e mentais. Um dos pontos básicos de sua filosofia é a não-violência. Um trabalho corporal que visa o controle do físico e da mente. O corpo é entendido como o veículo da alma e instrumento de aperfeiçoamento do espírito. Uma boa escolha para quem busca viver, cada dia de sua vida, com menos estresse e mais tranqüilidade. Orações, envolvimentos espirituais, relaxamentos, técnicas de controle do corpo e da mente salvam criaturas de profundas crises existenciais, em momentos de extremas curvas em caminhos extremos. É necessário, como ensinam os orientais, que possamos obter a sabedoria do coração, numa melhor compreensão do ?eu? pessoal. Conheci uma pessoa que foi salva de um estado de pânico graças à ioga. Uma mulher, com mais ou menos 45 anos, usava elevador sempre com muita apreensão, já que, a simples idéia de ficar presa naquele minúsculo quadrado deixava-lhe sem fôlego. Até então, a sorte havia lhe concedido usar esse meio de transporte sem grandes apertos. Porém, um dia em que se encontrava muito atrasada para ir ao médico, entrou num elevador e sinalizou o oitavo andar de um velho prédio. No intervalo entre o sexto e o sétimo andar, o elevador parou e ela entrou em pânico; a fobia virou desespero. Como quem temia aquele acontecimento, havia longos anos, a senhora começou a perder o controle de si mesma. Nesse momento, lembrou-se da ioga que tanto praticara. Os exercícios aprendidos vieram-lhe à memória. Buscou o controle da respiração, com distensão e relaxamento do corpo e da mente. Em cerca de 10 minutos, a equipe do prédio conseguiu resolver a pane no elevador e lá estava ela, tranqüila, em posição de meditação. Valeram as influências do psiquismo sobre o físico. (*) É médico e ex-Secretário de Educação e de Saúde.