Opinião
Uma bioesperan�a - Editorial
Pode apostar, com segurança, no futuro das alternativas renováveis de energia e matérias-primas industriais, mesmo que os tempos dos derivados do petróleo ainda não tenham se findado. Está a todo vapor, em várias partes do globo, a pesquisa sobre os bioplásticos. Esse inovador produto está em fase de criação com o fito de substituir as resinas plásticas derivadas do petróleo. Cana-de-açúcar, milho, arroz, batata são as principais matérias-primas pesquisadas atualmente para a gênese do bioplástico. E o Brasil não está atrasado nesta vanguarda, pois o nosso etanol está sendo usado pioneiramente pela Braskem como base para confecção de uma ?resina plástica sustentável?, também conhecida como ?plástico verde?. No passado recente, poucos apostariam nas chances de substituição dos derivados fósseis, em função da consagração da petroquímica como base industrial amplamente reconhecida e espalhada por todo o mundo. Há relativamente pouco tempo, depois que as primeiras experiências mostraram a eficiência dos derivados de fontes renováveis para vários destinos industriais, em substituição aos derivados da nafta, o preço superior (de 20% a 100%) das bio-alternativas mantinha esta opção ainda como sonho. Mas nos dias em curso uma combinação de fatores (crise do petróleo; altos impostos aplicados às embalagens; elevação no preço das resinas como o polipropileno em até 45%; aumento da demanda por biocombustíveis...) tem acendido luzes fortes não só ao fim, mas no meio do túnel, e o trem da bioesperança tem aumentado sua velocidade de forma significativa. Enfim, isso nos interessa? Evidentemente que sim, pois Alagoas tem sua indiscutível tradição nos derivados da cana-de-açúcar e tem várias áreas de seu território montadas sobre jazidas de salgema. O futuro, mais uma vez, naturalmente, sorri para nós.