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Ensino e realidade do s�culo 21

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| JOSÉ MEDEIROS * Conversa vai, conversa vem, e ancora fatalmente na necessidade de um melhor ensino e de uma boa educação. Pessoas do grupo levantam questões: o País está preparando a juventude para vencer os desafios do presente e do futuro? Está capacitando os jovens para a intensa competição do mundo do trabalho e do emprego, nesse tempo de rápidas transformações? Li, para eles, a opinião abalizada de um especialista: ?A escola, seja pública ou privada, é vida. É nela que se aprende a conviver, a ser cidadão. É ela que dá a base para que cada jovem faça sua parte, ajuste-se a novas realidades e desafios, sobreviva numa era global altamente competitiva. Enfim, possibilita adquirir as chaves necessárias para abrir os compartimentos do conhecimento humano.? A leitura despertou a descrença de alguns; para outros, o Brasil terá de repensar sua educação, a fim de conseguir o salto qualitativo necessário a um patamar elevado de desenvolvimento. Muitas escolas estão na ponta, em condições desejáveis; atualizaram conceitos de modernidade; outras apenas engatinham. Grande número delas usa apenas giz, apagador e vive da dedicação do professor, de sua palavra e criatividade. Os menos favorecidos disputam vagas atravessando frias madrugadas, de plantão nas portas das escolas. Pais de melhor condição econômica e compreensão procuram complementações de conteúdo, em escolas de computação e ensino de língua estrangeira. E por que tanta preocupação? As famílias estão acompanhando no dia-a-dia as dificuldades e exigências crescentes do mercado de trabalho, onde há aumento da demanda por profissionais de boa qualificação. Empresas exigem trabalhadores com lógica de raciocínio, comunicação fluente, motivação pessoal e competência para trabalho de grupo. Nas profissões liberais, há cada vez mais, etapas de pós-graduação e superespecializações. Tudo derivado dos novos perfis profissionais da época em que vivemos. Os avanços científicos e tecnológicos ocorrem numa velocidade espantosa. É comum afirmar-se que a vida profissional é uma ciência de verdades transitórias. Nesse quadro de exigências, não se buscam autoridades do diploma e dos certificados, e, sim, autoridades do conhecimento, de boa capacitação e estrutura intelectual. Essas mudanças de conceitos e desempenhos são um desafio às escolas e às famílias. Para não perdermos o bonde da história o futuro há de ser o dia seguinte, com bom ensino e boa educação. (*) É médico e ex-secretário de Educação e de Saúde.

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