Opinião
As Olimp�adas e a uni�o dos povos
| MILTON HÊNIO * Que espetáculo grandioso nos foi mostrado pela televisão na manhã do último dia 8, na abertura das Olimpíadas de Pequim! Belíssima demonstração de elevada tecnologia executada por um povo altamente organizado. Assim como em l896 ? quando o Barão de Cobertin, que era o francês Pierre de Fredy, conseguiu resgatar o valor das Olimpíadas, Pequim abriga o maior evento esportivo da história da humanidade. A primeira olimpíada da chamada era moderna acontecida há 112 anos, contou com a presença de 14 países. Para essa olimpíada de Pequim inscreveram-se 200 países e mais de 12 mil atletas. Tudo transmitido com absoluta perfeição em seus mínimos detalhes para bilhões de pessoas em todos os cantos do planeta. Algumas vezes essas Olimpíadas tiveram o seu curso modificado por questões políticas; foi o que aconteceu em 1980 por causa da Guerra Fria, entre Estados Unidos e União Soviética, em que Estados Unidos lideraram um boicote aos jogos de Moscou, envolvendo 40 países. Em 1984, houve uma inversão dos papéis e a União Soviética e seus aliados boicotaram as Olimpíadas de Los Angeles. Assistimos nessa olimpíada o exemplo da força de vontade de querer realizar um sonho: ganhar uma medalha. Jovens lutam durante anos, horas seguidas, tentando a vitória. É quando vemos que para conquistar o sucesso o indivíduo é formado por corpo, mente espírito e emoções. Os atletas, assim como as pessoas em seu dia-a-dia, devem sempre enxergar a vitória. Temos de acreditar sempre! Há uma frase grega que diz: ?Nem sempre o mais forte mais longe o disco lança?. É verdade. A vitória é conquistada por aquele que acredita, que tem entusiasmo e fé no que faz. Essas Olimpíadas vieram mostrar ao mundo a grandeza e os mistérios da China. Apenas um pouco menor do que o Canadá e ligeiramente maior do que o Brasil, a China é o terceiro país do mundo em tamanho. A intenção do francês Pierre de Fredy, considerado o pai do olimpismo era que através das Olimpíadas houvesse a união dos povos, das nações em tempos sempre cheios de discordância. Depois de sair de uma fase de um comunismo austero e ditatorial, o novo governo da China já demonstra assim abrir os braços para o mundo, porque nota como o país cresce de forma grandiosa. Devido às Olimpíadas, a China está manifestando uma abertura maior também com o Vaticano com quem não possui relações diplomáticas desde 1951. O papa Bento XVI disse há poucos dias que as Olimpíadas representam algo que ultrapassa o esporte. Dessa forma vamos esperar que o povo chinês se relacione bem com todos os povos do mundo numa grande confraternização. (*) É médico ([email protected]).