Opinião
Duplica��o de rodovias (1)
| VINÍCIUS MAIA NOBRE * A partir da década de 50 e até a de 90, desenvolveu-se em Alagoas, um processo de pavimentação de rodovias que nos deixou numa situação de grande crescimento no setor rodoviário. Desde então pouca coisa foi acrescentada à rede rodoviária estadual. Uma rodovia que vem aumentando o fluxo de veículos é sem sombra de dúvida a longitudinal AL-101 no sentido norte até a Barra de Santo Antônio e para o sul, até a Barra de São Miguel. O atual governo decidiu duplicar este último trecho. Foi uma decisão que nada acrescenta ao desenvolvimento urbano de Maceió. Parece-nos ser o trecho mais fácil de execução e até pelo seu anunciado início, a partir de Barra de São Miguel até o Francês, demonstra esse interesse, pois se sabe que à parte mais congestionada do trânsito se dá nos finais de semana entre Maceió e o Francês. Não se discute a necessidade das duplicações, mas, ao nosso ver, por várias razões a prioridade seria a saída de Maceió em direção ao norte. Quanto mais retardarmos a sua execução, mais difícil e onerosa ficará em função das invasões em suas margens, como acontece desde Jacarecica até à Barra de Santo Antônio. A contribuição do Estado para com sua capital Maceió na duplicação da Al-101/Norte é de fundamental importância, pois naquela direção deverá se desenvolver a cidade. Destaque-se que o município através da prefeitura cabe organizar os espaços de forma harmônica. A rodovia duplicada será parte integrante de um rodo-anel que atingiria a Al-101/Sul através do Dique-Estrada. Planejar Maceió, aproximar nosso Estado do crescente pólo de Suape, em Pernambuco, oferecer melhores condições ao nosso segundo pólo turístico Maragogi e outras praias do litoral norte. Não basta, como se cogita, construir e pavimentar o trecho da Al-105 entre Cachoeira do Meirim e Flamenguinha. Os complexos hoteleiros previstos e em atividade na região norte esperam muito mais. Por enquanto Sergipe nada tem a oferecer ao nosso desenvolvimento. Ao contrário, aquele nosso vizinho esquece Alagoas em sua disputa turística e se aproxima cada vez mais atraído pelo seu gigante vizinho, a Bahia. O açúcar que demanda ao nosso porto vindo em sua maioria das usinas instaladas ao sul é transportado normalmente sem maiores atropelos. A pergunta que fica é a quem vai beneficiar: aos loteadores ou a quem tem casa de veraneio na Barra de São Miguel como nós? (*) É engenheiro ([email protected]).