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Opinião

Conviver para aprender

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| DOM FERNANDO IÓRIO * Conviver não deixa de ser decisiva maneira de aprender a aprender. Conviver significa viver em profundidade, descobrir a riqueza da inter-relação pessoal, descobrir no tempo a dimensão da amizade e do companheirismo. O trato pessoal em escala de comunicação é indispensável para se ter uma convivência harmoniosa. Experimentar a convivência é uma tarefa, uma obrigação e um compromisso que requer tempo e amadurecimento. Assim, aprende-se a conviver, convivendo, da mesma forma como se aprende a esquecer, esquecendo. Ao longo da vida, devemos intensificar algumas atitudes positivas que ajudam a construir aquela convivência sadia e satisfatória, bem assim superar outras tantas que chamamos de ?negativas?, porque, uma vez evitadas ou minimizadas, contribuem para melhorar os relacionamentos sociais, educando-os para uma convivência harmoniosa. São inúmeras as atitudes positivas que nos educam para a convivência: ? Conhecer a si mesmo um pouco melhor para levar-se menos a sério. O importante é procurar descobrir as qualidades que possuímos para nelas construir um ponto de apoio, bem assim identificar os defeitos mais arraigados para chegar a corrigi-los e anulá-los. Uma pessoa que não se conhece e não se aceita como é, que pensa somente possuir qualidades positivas, é alguém em permanente desequilíbrio interior, suscetível, teimoso, vez que, se age com boas intenções. Este acredita que está sempre com a razão, julgando-se sempre incompreendido, tornando-se, por isso mesmo, uma personalidade arrogante e orgulhosa no trato. ? Faz-se necessário valorizar e apreciar as qualidades dos outros, negando-se fixar a atenção, apenas, nos defeitos, nos erros, ou naquilo que eles não fazem bem. ? Exige-se para a convivência, decisiva compreensão empática, num processo de colocar-se no lugar do outro. ? Procurar, em nossas conversas, sempre falar bem dos outros e, quando isso não for possível, guardar sagrado silêncio. Faz-se mister, na convivência, respeitar os demais da mesma forma como desejáramos ser respeitados e valorizados, evitando gestos nervosos, linguagem ofensiva, jogadas indiretas, bem assim ? agressividade generalizada. (*) É bispo emérito de Palmeira dos Índios e membro da Academia Alagoana de Letras.

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