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Carta do papa � China

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| DOM EDVALDO G. AMARAL * Na Carta Apostólica de maio de 2007, o papa sem pretender resolver a complexa problemática da vida da Igreja na China, oferece algumas orientações e princípios fundamentais da eclesiologia católica, para ajudar na solução dos problemas mais concretos da vida da comunidade católica. Demonstrando grande alegria pela fidelidade de tantos católicos na China durante os anos de perseguições, Bento XVI afirma o valor inestimável de seus sofrimentos e dirige a todos um veemente apelo à unidade e à reconciliação, que mais o preocupa. Oferece algumas indicações acerca do reconhecimento da comunidade clandestina, fiel a Roma, por parte das autoridades civis (n.7), sublinha o tema do episcopado chinês, referindo-se sobretudo à nomeação dos bispos (n.9), insistindo sobre a missão do bispo na comunidade católica. Convida a criar os necessários organismos diocesanos, previstos no direito, e dá indicações sobre a formação de novos presbíteros e a vida da família. Quanto às relações com o governo, o papa exprime o sincero desejo de que possa prosseguir o diálogo para se chegar a um acordo sobre a nomeação dos bispos, no pleno exercício da fé dos católicos, com o respeito a uma autêntica liberdade religiosa e a normalização das relações entre a Santa Sé e o governo de Pequim. Diz a nota explicativa: Bento XVI com linguagem pastoral dirige-se a toda a Igreja que está na China. Tem grande compreensão pelos aspectos da contingência histórica mesmo recordando com clareza os princípios teológicos. Convida todos os católicos chineses à missão de serem evangelizadores no atual contexto concreto de seu País. O sumo pontífice considera com respeito e profunda simpatia a história antiga e recente do grande povo chinês e renova sua disponibilidade para um diálogo franco, aberto e construtivo com as autoridades chinesas para a normalização da vida da Igreja Católica na China. Como o seu predecessor, o servo de Deus João Paulo II, ele está convencido de que essa normalização oferecerá incomparável contribuição para a paz no mundo, criando um elemento insubstituível no grande mosaico da convivência pacífica entre os povos. Em resumo, penso que os dois grandes problemas tratados pelo papa, com carinho pastoral e verdade apostólica, são: a união dos chamados católicos patriotas com os católicos fiéis ao sucessor de Pedro e a normalização das nomeações episcopais a serem feitas canonicamente. (*) É arcebispo emérito de Maceió.

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