Opinião
Rigor cidad�o - Editorial
Desde o início da campanha eleitoral deste ano, as ações eficientes e persistentes da Justiça Eleitoral têm comprovado que a prática está adequada à teoria, ou seja: conforme anunciado, o rigor está redobrado contra todos os tipos de falcatruas políticas. Ótimo que assim seja, ótimo que este ritmo não só se mantenha como recrudesça, pois é-se necessário resgatar o prestígio e a lisura do escrutínio popular. E, reconheçamos, estavam bem arranhados o prestígio e a lisura dos processos eleitorais em função das replicantes denúncias e evidências de manipulação do voto. Não é invenção alagoana, nem brasileira, a manipulação do eleitorado. A compra do voto é um delito universal e até nas democracias mais emblemáticas de nossa época têm explodido denúncias de fraude em eleições importantíssimas (como na reeleição do presidente americano Bush). Mas, antes de criticar o que se passa no quintal alheio temos a obrigação de limpar nosso sítio e dar exemplo para todos que tenham boa vontade de apreciar o esforço pela ética e pelo aperfeiçoamento democrático. Daí, os alagoanos devem dar lição, nas eleições alagoanas, de zelo cidadão e intransigência para com toda tentativa de crime eleitoral. Não é impossível a ocorrência de erros por excesso de rigor ? mas é melhor pecar por cobrar lisura que pecar por relaxar frente às manhas e vícios dos fraudadores de plantão. Que a Justiça Eleitoral siga rigorosa, que corrija excessos ? se por acaso vierem a ocorrer, mas que não se intimide diante da gritaria dos incomodados, pois é este o momento de se garantir uma virada significativa no jogo da cidadania contra a hipocrisia (de compradores e vendedores de votos). Quem tenta comprar, quem tenta vender ? ambos devem ser submetidos aos rigores da lei, doa a quem doer. Essa é a necessidade básica do momento democrático.