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Nosso Brasil

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| MILTON HÊNIO * Mais um aniversário de nossa Independência comemoramos hoje. Daquele momento histórico (1822) até hoje, vemos que o Brasil poderia ter encontrado rumos bem diferentes se tivesse investido maciçamente no homem, investido na educação do brasileiro. É o analfabetismo, na verdade, a chaga pestilencial mais evidente e característica dos países subdesenvolvidos. Uma nação letrada, instruída, cresce, progride em fartura e bem-estar e tem forças, tem capacidade para enfrentar os países ricos, enfrentar e vencer as crises esporádicas desta ou daquela natureza, com espírito sobranceiro. Ao contrário, uma nação que não valoriza sua criança, sua juventude, cheia de analfabetos, fica condenada à estagnação. Nosso País enfrenta problemas estruturais muito graves que se apresentam há séculos. São problemas para os quais as soluções só serão encontradas quando os políticos brasileiros mantiverem um diálogo, cuja finalidade seja o bem comum e não os interesses pessoais ou de grupos. Sem isso continuaremos caminhando em círculos, sem chegar a lugar nenhum. Graças a Deus temos caminhado, com a esperança de acelerarmos o passo em busca do sucesso. Em todos esses tempos a imprensa consciente e livre foi sempre o escudo do homem desarmado, o que não sabe empunhar outra arma senão a pena como ferramenta em defesa da lei, da justiça, da verdade e do ideal. Por falar em imprensa, aproveito este espaço para lastimar o súbito desaparecimento da estimada amiga e jornalista Maria Cândida Palmeira, que durante 40 anos fez desfilar em sua famosa coluna todos os acontecimentos tristes e alegres vividos por nossa comunidade. Que ela descanse em paz. No aniversário de nossa independência, passados 186 anos, teríamos que fazer uma bela poesia em homenagem àqueles índios, negros e brancos que, com o seu sangue, regaram a nossa terra e a tornaram cheia de generosidade, solidariedade e fraternidade. Teríamos que fazer uma poesia aos que souberam infundir no nosso ser brasileiro o sentido de família, de alegria e que ajudaram a nossa gente a crescer e a caminhar com a dignidade de um povo que tem esperança, que sabe transformar a dor em energia nova para construir um futuro melhor. O Brasil só será uma grande Nação quando souber investir dignamente na educação, quando souber estimular a juventude, que aprende depressa e fica ansiosa por se afirmar. Eles precisam ganhar a vida com as mãos e a ferramenta, o livro, o laboratório, a oficina e conseguir sucessos com os seus conhecimentos. (*) É médico ([email protected]).

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