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Desigualdades persistentes
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A questão da igualdade de direitos entre homens e mulheres no Brasil permanece um desafio. Apesar de as mulheres representarem a maioria da população brasileira, elas continuam enfrentando desigualdades persistentes e violências que permeiam todos os aspectos da vida social, econômica e política.
O relatório divulgado ontem pelo Tribunal de Contas da União (TCU) expõe um cenário preocupante: embora o País tenha registrado avanços significativos desde a Constituição de 1988, os últimos anos foram marcados por retrocessos nas políticas públicas voltadas para as mulheres, especialmente durante a pandemia de Covid-19.
A pandemia escancarou e agravou as desigualdades de gênero, afetando de forma desproporcional as mulheres, em especial as negras. Um dos aspectos mais alarmantes é a escalada da violência de gênero.
O relatório do TCU serve como um alerta: a garantia dos direitos das mulheres não pode ser tratada como uma agenda secundária. É fundamental que o Estado brasileiro retome e fortaleça as políticas públicas de equidade de gênero, com orçamento adequado e planejamento estratégico. A igualdade entre homens e mulheres é essencial para o desenvolvimento sustentável do País.
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