Opinião
Pelo voto limpo - Editorial
Em sua sessão de ontem, o Tribunal Regional Eleitoral de Alagoas suspendeu o título de eleitor de 145 pessoas do município de Branquinha. Na verdade, não se sabe se elas existem mesmo na cidade. A forte suspeita é de crime eleitoral com a ?criação? do eleitor fantasma ? como está em matéria publicada nesta Gazeta de hoje. Vale ressaltar o trabalho de investigação sério e rigoroso levado a cabo pelos que fazem a Justiça Eleitoral no Estado. Se os supostos donos desses títulos não aparecerem para provar que existem, eles serão cancelados. O fato mostra que as autoridades estão atentas e, mais importante que isso, adotam as medidas que são esperadas diante dos casos detectados. É alvissareiro que os alagoanos constatem que podem confiar naqueles a quem foi delegado o poder de coordenar o processo eleitoral no Estado. O lado trágico é que o tempo todo parece que a sociedade é alertada sobre a reiterada prática de crime na tentativa de fraude contra a vontade soberana do cidadão, expressada por meio do voto nas urnas. Por isso mesmo é que o combate a esse crime não pode e não deve merecer nem um milímetro de trégua. Fraudes eleitorais já forçaram a anulação de eleições em Alagoas. Melhor agora que os insistentes esquemas criminosos sejam abortados e, assim, tenhamos a garantia de uma eleição realmente limpa. Da mesma forma, as autoridades estaduais têm a obrigação de, em defesa da lei e da sociedade, atuar com firmeza diante de eventuais casos de abuso de poder e mesmo da violência física. Uma coisa está ligada à outra. Aquele que patrocina o cadastro, a compra do voto, a doação ilegal da cesta básica, também é o mesmo que pode encomendar e eliminação do adversário. Faltam duas semanas para o dia das eleições. Vigilância máxima até lá.