loading-icon
MIX 98.3
NO AR | MACEIÓ

Mix FM

98.3
segunda-feira, 27/07/2026 | Ano | Nº 6275
Maceió, AL
24° Tempo
Logo Gazeta de Alagoas Logo Gazeta de Alagoas
Home > Opinião

Cultura

A emoção do Carnaval

Ouvir
Compartilhar

Por duas vezes, as autoridades nacionais tentaram mudar a época do Carnaval: a primeira foi em 1892, quando o Ministério do Interior em uma reunião entre quatro paredes e sem a participação de representantes do povo, resolveu transferir os Festejos de MOMO para junho daquele ano. A justificativa até que era plausível: em fevereiro o calor era grande e em junho o clima sempre era mais ameno e a festa seria mais “saudável”.

Feita essa acaciana apreciação, o governo decretou em clima de vitoriosa decisão a transferência oficial do Carnaval para junho daquele ano. Os que desprezavam o festejo nem se interessaram, mas os foliões não acataram a medida governamental e viram no decreto uma oportunidade de brincar duas vezes: fizeram seu carnaval em fevereiro e um outro carnaval em junho.

Em 1912, de alguma forma o fato se repetiu: acontece que o ministro das Relações Exteriores, José Maria da Silva Paranhos Júnior, o Barão do Rio Branco - que era muito apreciado pelo povo, pois ganhara para o Brasil o Amapá e parte relevante do atual sul do país - faleceu uma semana antes do Carnaval. Diante do clima de comoção nacional (manifestado no monumental enterro Barão, onde o clima de imensa tristeza e choro coletivo preponderou), o governo suspendeu o festejo e determinou a mudança da folia para 6 de abril.

Os foliões, todavia, acharam que já tinham chorado o suficiente e uma semana depois do enterro do Barão do Rio Branco resolveram comemorar o Carnaval, mas voltaram à folia em abril, de acordo com as determinações do governo. Depois disso, nunca mais alguém tentou mudar a data da festa, que continua sendo pagã, porém determinada pelo calendário cristão.

Shorts Youtube
Play
Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Joalheiria é alvo de assalto em plena luz do dia em Teotônio Vilela

Play
Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Prefeitura remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Play
Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Operação prende suspeito de tráfico de drogas em Arapiraca

Play
Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Polícia inicia 6ª fase da Operação Cerco Fechado

Play
Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Ação da Semsc remove embarcações e objetos abandonados na orla da Pajuçara

Getúlio Vargas era apaixonado pelas marchinhas, sendo “As pastorinhas” a sua preferida. O popular presidente Washington Luiz era apelidado de “Rei da Fuzarca”, o que dispensa maiores explicações. O presidente Itamar Franco foi flagrado no camarote num desfile de Escolas de Samba com uma moça desprovida de roupa íntima. A marchinha “Mamãe eu quero”, de Ratinho e do alagoano Jararaca, é a música mais tocada em todos os carnavais no Brasil. O Frevo continua sendo o estilo musical preferido em Pernambuco e em Alagoas.

O fato é que o Carnaval - maior manifestação cultural brasileira - a cada ano cresce em participação popular e em receita financeira, avançando, além dos polos tradicionais, em regiões antes silenciosas, como Belo Horizonte e São Paulo - que até poucos anos atrás ainda era considerado “o túmulo do samba”. Feliz e saudável Carnaval para todos.

Relacionadas