Opinião
Democracia e voto - Editorial
Nesta edição, reportagem mostra mais um caso de suspeita de crime eleitoral por meio da distribuição de cestas básicas em Alagoas. Sem discutir o mérito do caso concreto em questão, a lamentar que tais práticas sigam sendo usadas por candidatos que deveriam ter a conduta ilibada diante do que se propõem: representar a sociedade. Noticiamos também as brigas e confusões espalhadas em cidades do interior do Estado, também motivadas pela disputa eleitoral. As polícias e a Justiça Eleitoral garantem que estão com todas as providências sendo tomadas para garantir uma eleição em paz e livre de tentativas de fraude. Apesar da postura das autoridades no combate à compra de voto e a qualquer tipo de intimidação do eleitorado, a realidade, infelizmente, não pára de nos apresentar a novas tentativas de driblar as regras do jogo. Uma tragédia para a sociedade, um péssimo exemplo para todas as gerações, um crime, afinal. No campo da violência, o TRE faz sua parte ao aprovar o envio do Exército para garantir a segurança no dia da eleição. É importante que isso ocorra onde há sinais claros de que a força ameaça impor a vontade de quem tem poder de fogo ? e não a livre expressão dos eleitores. É importante que, mesmo onde houver a presença de tropas federais, o Estado garanta um bom contingente para que tudo funcioner como deve realmente ser, sem o predomínio da truculência. Numa democracia, as eleições representam o momento máximo dos princípios em respeito ao cidadão. Elas devem ser celebradas como uma verdadeira festa, mas com responsabilidade e rigor de intenções. A este momento de ?festa cívica? não se pode agregar a ilegalidade e o desrespeito ao povo. Por isso, cada um deve estar vigilante, denunciar abusos e cobrar das autoridades a normalidade do processo democrático.