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Opinião

Aprendendo com as li��es da vida

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| MILTON HÊNIO * As vitórias conquistadas na caminhada da vida são conseqüências das atitudes positivas produzidas pelo indivíduo. O sucesso em cada profissão só é válido quando você tem a sensação de felicidade dentro de você, naquilo que você faz. Foi o que aconteceu com Machado de Assis, um dos maiores escritores brasileiros e que no próximo dia 29 completará 100 anos de falecido. Esse grande escritor, primeiro presidente da Academia Brasileira de Letras e seu fundador em 1896, era mulato, feio e de origem extremamente pobre. Praticamente não teve a convivência e o carinho dos pais, pois sua mãe, uma portuguesa, morreu quando ele tinha apenas 10 anos e o pai, um pintor de paredes, mulato forte, morreu quando ele completou 12 anos. Ele ficou sendo educado pela madrasta, a lavadeira Maria Inez. Machado de Assis teve uma puberdade e uma adolescência de lutas para ajudar no sustento da casa; foi vendedor de balas e até sacristão. Mas esse tipo de trabalho era inseguro e ele tentou arrumar um emprego mais garantido. Foi exatamente nesse emprego ? a Tipografia Nacional ? que houve o despertar de sua brilhante carreira literária. Convivendo diariamente com Manoel Antônio de Almeida, autor de Memórias de um Sargento de Milícias, este o incentivou e o encorajou a escrever. Muito educado, cumpridor dos seus deveres, começou a fazer desabrochar os dons presenteados por Deus. Machado de Assis sentia-se entusiasmado com os estímulos recebidos e um ano depois dessa grande amizade publicou o seu primeiro trabalho ? o poema Ela, no jornal A Marmota Fluminense, em 1855. E dali em diante não parou mais. Eu digo sempre que um dos textos bíblicos que mais admiro é aquele que diz: ?Tudo tem o seu tempo, tudo tem a sua hora?. Graças a esse poema, Machado de Assis conheceu o dono do jornal, Francisco de Paula, que o introduziu nos meios literários e com quem fez uma sólida amizade. Começou a freqüentar o mundo dos intelectuais cariocas e a trabalhar na redação de diversos jornais do Rio. A vida sorria para Machado de Assis e sorriu ainda mais no dia em que se casou com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais, em 1869. Ela tornou-se o grande amor de sua vida. A epilepsia e o reumatismo atormentavam Machado de Assis, porém ele não se deixou dobrar e continuou a sua intensa vida literária. Em 1908, ao entardecer do dia 29 de setembro, Machado de Assis completou a sua passagem terrena. Vejam que a vitória é fruto de uma atitude positiva diante da vida. Assumir os nossos sonhos e querer bem as pessoas que ajudam a materializá-los, é essencial na vida. (*) É médico ([email protected]).

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