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O domingo cidad�o

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Numa sincronia democrática, hoje, todos os municípios brasileiros escolherão seus edis. É mais um momento ímpar, marca característica dos regimes democráticos. Equivocadamente, há quem julgue as eleições municipais um momento menor da democracia, forçando a barra numa comparação adulterada, em que à escolha municipal é sobreposta o sufrágio para presidente da república, congresso nacional, assembléias legislativas e governos dos Estados. Numericamente, existem diferenças claras, assim como são evidentes as distinções entre a abrangência dos poderes em jogo. Mas o valor intrínseco desses dois momentos eleitorais (no Brasil, separados por dois anos) é o mesmo: a soberania do voto. Votar livremente é o fulcro da questão, sob quaisquer circunstâncias. O juízo de valor é o mesmo, seja para senador ou vereador; seja para prefeito ou presidente da República. Votar soberanamente é a questão. Repelir todas as tentativas de manipulação política e eleitoral deve ser entendido por todo eleitor como uma necessidade básica da cidadania, uma questão de honra e de princípios. Repelir todas as tentativas e pressões para negociar o voto, denunciando à Justiça todos que tentarem comprar ou vender votos, é um dever de todo cidadão. Hoje é o dia do exercício de um direito elementar que em muitos momentos da história do mundo foi negado, sonegado, conspurcado. Votar livremente é uma conquista universal que nem todas as sociedades do mundo contemporâneo podem se orgulhar de ter como direito efetivo. Para os brasileiros, votar livremente é uma conquista histórica, valorizada pela resistência do povo contra os vários momentos autoritários sob os quais o Brasil foi submetido. Hoje, portanto, é um grande dia. Momento que não pode ser menosprezado nem desperdiçado. Honremos nosso voto!

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